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Privatizações de estatais

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Os planos do governador Romeu Zema (Novo) relacionados à privatização de empresas públicas, como a Cemig e a Copasa, e à atração de investidores privados para Minas Gerais dividiram a opinião dos deputados na primeira reunião do Assembleia Fiscaliza desta segunda-feira (17/6/19). O secretário de Desenvolvimento Econômico, Manoel Vitor de Mendonça, apresentou as principais ações da pasta e foi questionado pelos parlamentares.
O secretário partiu do mesmo ponto que os responsáveis por outras pastas nas reuniões anteriores: o déficit do Estado. Nesse sentido, ele abordou a reorganização da secretaria e citou algumas medidas já adotadas, como a redução de 61% do número de conselheiros das empresas públicas.
Segundo Manoel Mendonça, mesmo com as adversidades, a pasta já teria alcançado a geração de 56 mil vagas de empregos nos primeios quatro meses do ano. O secretário também garantiu que já foram assinados protocolos de intenções que devem atrair R$ 4,8 bilhões para Minas Gerais nos próximos meses, com a implantação de indústrias. O Executivo ainda estaria trabalhando em um projeto de valorização das empresas públicas, para sua venda com maior valor de mercado.
Esse último ponto foi o que mais gerou controvérsias. A deputada Beatriz Cerqueira (PT) questionou o impacto da perda recente de quatro usinas hidrelétricas, antes pertencentes à Cemig, nos resultados da empresa. O secretário disse que não tinha essa informação, mas garantiu que a capacidade de distribuição de energia pela estatal ainda é menor do que a sua geração. Ele admitiu, porém, que, quando se compra energia no mercado, acaba-se pagando valores maiores do que é gasto na sua geração.
Também o deputado Ulysses Gomes (PT) formulou uma série de questionamentos a respeito do assunto, ao destacar o bom desempenho da Cemig. De acordo com o parlamentar, a gestão anterior assumiu a empresa com dívidas e a entregou saneada.

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