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Depressão e ansiedade

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O Brasil figura em primeiro lugar com a maior incidência de transtorno de ansiedade, e em 2º lugar na incidência de depressão, quando comparado com outros países das Américas. É o que revela dados sobre a incidência de transtorno de ansiedade e de depressão na população mundial, divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS)
As pesquisas revelaram que 9,3% dos brasileiros têm algum transtorno de ansiedade e a depressão afeta 5,8% da população. Dados como estes não devem passar despercebidos, são problemas de saúde que precisam de atenção. É o chamado “mal silencioso” que infelizmente ainda está envolto em preconceitos e falta de informação.
Ainda de acordo com a OMS, no Brasil, em 2015, eram 11,5 milhões com depressão e 18,6 milhões com transtorno de ansiedade. Para a psicanalista Claudia Livingston Ades, Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP e integrante do quadro do Zenklub,

O individualismo e a carência das relações pessoais – onde há trocas afetivas – são fatores que contribuem para o aumento de depressão e da ansiedade na população”.
A ansiedade é um importante sinal de alerta diante do perigo; porém, quando crônica, torna-se preocupante, reforça a psicanalista.

Cenário mundial – São 322 milhões de pessoas com depressão em todo o mundo – 4,4% da população e 18% a mais do que há dez anos. No cenário mundial, as mulheres são as principais afetadas: 5,1% são depressivas. Entre os homens, a taxa é de 3,6%. Claudia afirma que

a variação hormonal e o acúmulo de responsabilidades que as mulheres exercem hoje em dia, são alguns dos fatores que podem contribuir para essa incidência.

Segundo a OMS, a depressão é a principal causa de mortes por suicídio, com cerca de 800 mil casos por ano. Além da depressão, a entidade indica que, ao redor do mundo, 264 milhões de pessoas sofrem com transtornos de ansiedade, uma média de 3,6%. O número representa uma alta de 15% em comparação a 2005.



Diante deste cenário, é essencial solucionar e principalmente, prevenir a depressão e o transtorno de ansiedade, segundo Claudia Livingston

Fazer terapia é essencial para a pessoa entrar em contato com o que ela está sentindo. O profissional dá um feedback, consegue nomear o que ela está sentindo e assim, estimular a pessoa a prestar mais atenção em si mesma e em suas reações físicas e causas. Quando ela tiver um incômodo externo, reagirá de forma adequada e não ignorará, evitando que o quadro piore” continua, “Você não pode ignorar suas emoções, é preciso ter consciência do que você está sentindo.

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