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A camélia e a consciência

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Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também uma forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi, do Quilombo dos Palmares lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo. Essa morte aconteceu no dia 20 de novembro de 1695 e essa data, por esta razão, foi a escolhida para se celebrar o Dia da Consciência Negra no Brasil. Uma homenagem a Zumbi, mais do que justa, pois este personagem histórico personifica a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial.
A criação desta data, em 2003, é considerada de extrema importância, na medida em que serve como um momento de conscientização e reflexão sobre o papel da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.
Dia para refletir porque a abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888, com a Princesa Isabel. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão. Continuam a fazê-lo, porque ainda hoje, muitos são os grilhões.
Reconhecidamente, a história é contada pelos vencedores, em sua grande maioria, por isso, sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Aos poucos, a realidade vem se impondo e desfazendo a versão de que a história do Brasil tenha sido construída somente pelos europeus e seus descendentes.
A abolição da escravatura tem como símbolo a camélia. Abolicionista convicta, a Princesa Isabel já havia lutado pela aprovação da Lei do Ventre Livre, em 1871, e financiava com dinheiro próprio não só a alforria de dezenas de escravos, mas também o Quilombo do Leblon, que cultivava camélias brancas. O nome camélia vem do latim e significa sua marca no mundo.
Devemos levar a mensagem a todos os quadrantes do mundo de que a consciência, branca ou negra, de cada um de nós nos faz responsáveis pela construção de nossa própria história, agentes do hoje e construtores do amanhã, mas conhecedores das lições do passado.

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