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Resta esperança – Edição 1135

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Ao abrir a pasta da criança para verificar o que ela fez na escola naquele dia, a mãe se surpreendeu com um volume de folhas fora do normal. Ao ler com atenção, descobriu que se tratava de tarefas para o fim de semana. Nada muito complicado, apenas um texto para ser lido pelo estudante, primeiramente em silêncio, para si mesmo e depois para que a mãe, o pai e/ou responsável pudesse ouvir. Mais que isso, pudesse ouvir, avaliar e comentar através de um relatório o desenvolvimento do aluno, já que a partir daquele instante, aquela passaria a ser uma tarefa rotineira. Um para casa coletivo.
Alvíssaras! Numerosos estudos demonstram que as crianças que leem têm mais facilidade de aprendizagem e melhor rendimento escolar. Ante tal constatação e a certeza de que os livros são obrigatórios na busca do conhecimento e formação dos indivíduos, é fundamental toda iniciativa que estimule o hábito de leitura na população infantojuvenil.

É importante salientar que para um grande número de crianças, a ordem de estudar precisa partir da professora, da escola. Afinal, lá é o lugar que se vai para aprender tudo. Partindo desse entendimento dos estudantes – pelo menos da maioria deles – é de fundamental importância que nossos professores não apenas incentivem a leitura pelos mesmos, é preciso que ordenem, que determinem a leitura como tarefa a ser cumprida e que os pais sejam os primeiros a elogiar tal comportamento.

Da mesma forma, é tarefa dos pais fazer um turismo diferente, seja nas livrarias, nos cafés e nas feiras de livros e desses locais, desenvolver atrações lúdicas para as crianças que os visitam. Se for possível, seria muito bom programas coletivos organizados pelas escolas. Há toda uma magia nesse contato tão próximo entre os leitores mirins, as obras e os autores, cuja presença, autógrafos e interação com o público são fatores estimulantes ao ingresso dos pequenos no universo fascinante da leitura.
Um estudo recente mostra que esse processo de estímulo é fundamental, pois no universo dos estudantes (64% da população ou 114 milhões de pessoas), o nível de leitura atingiu 3,41 exemplares per capita nos três meses anteriores à realização da pesquisa. Desse total, 2,21 livros são indicados pelas escolas, divididos em didáticos (1,72) e literatura (0,49). Com certeza, podemos e devemos conduzir crianças e jovens ao universo do livro. Este é o caminho mais seguro para a definitiva conquista de nosso desenvolvimento.

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