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Segurança se faz com gestão; e não com intervenção

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Ainda sob o efeito da folia, o Brasil retornou do carnaval com “nuvens de chumbo” em seu horizonte, prenúncio da tempestade que pode devastar sua já combalida democracia. Sob o pretexto de combater a criminalidade, o governo ilegítimo decreta intervenção militar no Rio de Janeiro, dando mais um passo para configurar no país um “Estado de exceção”. E, novamente, para legitimar o plano das elites, um bombardeio midiático da Rede Globo e companhia limitada. Não à toa, a intervenção foi precedida da divulgação maciça de imagens de arrastões na “cidade maravilhosa”. Era preciso criar o clima de “terra arrasada”…
Enquanto isso, não muito distante, nas vizinhas Minas Gerais, a população comemorava a realização de um dos melhores carnavais da história do Estado, especialmente na capital, Belo Horizonte. Com a exceção de ocorrências isoladas, a segurança e a tranquilidade deram o tom da festa mineira, que se tornou uma das maiores do País.
Quem participou pode atestar, mas os números não deixam margens a contestações. Houve queda significativa da criminalidade e aumento na sensação de segurança. Em BH, mesmo com o aumento do número de foliões, os furtos caíram 30% em relação a 2017. Já os crimes violentos tiveram queda de 31%. Resultado de uma ação coordenada das forças estaduais de segurança, que incluiu várias ações. Dentre elas, o aumento do número de policiais militares nas ruas, de sete mil para oito mil, e a utilização de um Centro Integrado de Comando e Controle Móvel, com grande estrutura tecnológica para o monitoramento da festa.
No interior não foi diferente. Dezenas de cidades receberam ações preventivas e reforço no policiamento, totalizando 43 mil PMs nas ruas em todo o Estado. Já a Polícia Civil reforçou os plantões regionalizados e deslocou profissionais para cidades com grandes carnavais. Os frutos vieram. Em todo o Estado, os crimes violentos caíram 37%.
Obviamente, o sucesso da Festa de Momo em Minas não foi obra do acaso. É resultado de uma gestão competente e responsável, que elaborou previamente um eficiente planejamento de segurança – o que, sabe-se, não ocorreu no Rio de Janeiro. Assim, o Governo Pimentel dá exemplo, mais uma vez. Sobretudo, de que é possível reagir à grave crise em que o golpe mergulhou o País. Mas, mais do que isso, demonstra que segurança pública se faz com gestão e investimentos, e não com intervenção.
É bom lembrar que o “vampiro” congelou os gastos públicos por 20 anos, impondo cortes de recursos imprescindíveis à segurança pública e a programas sociais. A crise que assola o Rio e outros Estados é, sem dúvida, reflexo disso. E que ninguém se iluda! O foco real da “intervenção” não é o combate ao crime, mas a consolidação da chamada “democradura”. Depois da judicialização da política, avista-se a sua militarização. O que virá a seguir? Estado de sítio? Intervenção em outros Estados? Suspensão das eleições? Senhoras e senhores, façam suas apostas.

*Durval Ângelo – deputado estadual pelo PT e líder de governo na ALMG.

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