quarta-feira, 24 julho

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    O mês de março começa com uma comemoração importante, o Dia Internacional da Mulher. Por tudo que já foi dito e por tudo aquilo que ainda há de se descobrir a respeito do tema, o 8 de março é sim digno de comemoração, afinal, não foram poucas as conquistas.
    Comum nessa época do ano aparecer aqui e ali, textos valorizando o papel da mulher na sociedade ao longo dos anos e alguns deles lembrando que a participação feminina na política está muito aquém do que representa nos dias atuais, que a presença da mulher como candidata cresce de importância a cada processo eleitoral.
    Ainda nesse espectro, o final de fevereiro também traz uma data que não pode ser esquecida, por se tratar de um dos primeiros passos no país para o reconhecimento da igualdade entre homens e mulheres. Trata-se do dia 24 de fevereiro, data em que no ano de 1932 marcou a conquista da mulher brasileira do direito ao voto.
    Apesar do movimento pelo voto feminino ter começado na década de 1910, quando a professora Leolinda de Figueiredo fundou a “Junta Feminina Pró Hermes da Fonseca”, apenas a partir de 1930 essas reivindicações tomaram corpo. Dois anos depois, Getúlio Vargas instituiu o Código Eleitoral Brasileiro, cujo artigo 2º disciplinava como eleitor o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo. Adata é um marco e deve ensejar a reflexão sobre o papel da mulher no Brasil hoje. Incontestável os grandes avanços no reconhecimento de homens e mulheres como iguais. Entretanto, apesar da igualdade formal entre os sexos, há ainda muito que se lutar até a conquista de uma real e plena igualdade da mulher em relação ao homem.
    Mesmo já tendo elegido uma Presidenta da República, o Brasil conta hoje com apenas 8,9% de mulheres no Congresso Nacional, 12% nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras Municipais, segundo dados o Governo Federal. Isso coloca o Brasil na 141ª colocação sobre presença de mulheres na política, num ranking de 188 países. Em relação à América Latina, o Brasil fica apenas à frente da Colômbia nesse quesito. Felizmente, a tendência das últimas décadas tem sido de valorização das mulheres e de seu trabalho, assim como de incentivo para que ocupemos cada vez mais papéis de destaque e de comando em nosso país, seja em empresas privadas, seja na área pública, o que demonstra um avanço na luta pela igualdade real entre os sexos, fundamental para uma sociedade justa e democrática. As batalhas já estão traçadas. Vamos às conquistas!

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