terça-feira, 16 julho

    Entrevista com Bruno Júlio

    Matérias Relacionadas

    Ester Emanuelle para o Gata Dmais – Por João Paulo Dias

    Meu nome é Ester Emanuelle(@esterr_soares_), tenho 23 anos, sou...

    Edição 1235 28 de Junho de 2024

    Edição Online da Edição 1234 do Jornal de Contagem Pop Notícias

    Lula visita obras da Av. Maracanã

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva,...

    Campeonato Brasileiro Júnior e Elite

    Os atletas do projeto de Ginástica de Trampolim de...

    Prêmio Internacional: Contagem participa de eleição

    Contagem está participando do 18º Prêmio "Boas Práticas em...

    Compartilhar

    O pré-candidato a deputado Federal pelo PHS, Bruno Júlio, filho do deputado estadual Cabo Júlio, começou sua militância política aos 16 anos como membro da União Municipal de Estudantes de Belo Horizonte. Foi presidente Nacional da Juventude do MDB e conselheiro Nacional de Juventude da Presidência da República, diretor de planejamento da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana e Secretário Nacional da Juventude da Presidência da República.
    Nesta entrevista, o pré-candidato fala sobre o que o motivou a disputar uma cadeira na Câmara Federal e afirma que um dos seus principais desafios é mostrar para a população que “o Congresso Nacional não pode ser mais um despachante de luxo em Brasília”.
    Bruno Júlio fala também dos projetos e ações que pretende desenvolver, entre eles o endurecimento das leis penais, o fim do foro privilegiado e dos privilégios dos poderes Executivos, Legislativo e Judiciário. E, ainda, que pretende buscar a melhoria na segurança, a transparência e o fim de “acordos obscuros” de gabinete, “falando sempre a verdade, doa a quem doer”. Confira:

    Jornal Contagem – O que motivou o senhor a ser pré-candidato a deputado federal? 
    Bruno Júlio – Primeiramente por defender uma maior participação dos jovens na política. Também, por entender que o atual Congresso Nacional não representa as efetivas necessidades de Minas e do Brasil. E, infelizmente, os políticos só sabem atacar os membros da segurança pública. Virou moda falar mal de polícia. Quero estar lá para enfrentar de igual para igual os defensores de bandido.

    Quais os principais desafios?
    Em minha opinião, um dos principais desafios é mostrar para a população que o Congresso Nacional não pode ser mais um despachante de luxo em Brasília. Trabalhar efetivamente para melhorar a vida da população brasileira, principalmente, na área da segurança, onde se matam mais de setenta mil pessoas por ano no país; onde quase que diariamente, um membro da segurança pública é assassinado; onde cada dia se paga mais impostos e não se tem retorno mínimo dos serviços públicos que deveriam ser custeados por todo dinheiro que é pago para o governo.

    Quais os projetos ou ações que o senhor pretende desenvolver?
    1) O endurecimento das leis penais que cada dia mais aprisiona o cidadão de bem. 2) O fortalecimento de políticas públicas para jovens e adolescentes, visando impedir a entrada no mundo crime. 3) A diminuição dos privilégios dos parlamentares que custam cada um mais de R$130 mil por mês ao contribuinte. 4) Acabar com os privilégios dos poderes executivos, legislativo e judiciário. Principalmente com as super aposentadorias. 5) Fim do foro privilegiado.

    Fale sobre seu legado político?
    Comecei a militância política aos 16 anos como membro da União Municipal de Estudantes de Belo Horizonte, onde conseguimos o meio passe estudantil na capital mineira. Tive a oportunidade de ser militante de juventude partidária, por mais de dez anos, chegando a ser presidente Nacional da Juventude do MDB, onde renunciei ao cargo de presidente da juventude e me desfiliei do partido, por não concordar com os rumos que o MDB tomou nos últimos anos.
    Fui Conselheiro Nacional de Juventude da Presidência da República, representando a sociedade civil, diretor de planejamento da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana e Secretário Nacional da Juventude da Presidência da República, onde sai por afirmar que havia uma supervalorização da morte de condenados e tratavam a morte do cidadão de bem como mera estatística.
    O senhor deixou as fileiras do MDB para filiar-se ao PHS, (partido do atual prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil), o que levou o senhor a fazer essa troca?
    Na verdade, eu já havia desfiliado do MDB em maio de 2017, por não concordar com a superveniência do partido aos grandes caciques e, principalmente, porque o partido tomou rumos contra as necessidades que eu defendo.
    Filiei-me ao PHS, em abril de 2018, a convite do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, após acerto com o partido de uma cláusula de independência para defender o que eu acredito, sem qualquer imposição partidária.

    O Brasil passa por uma grave crise, quais ações o senhor acha que devem ser desenvolvidas para que o país saia dessa situação? E em Minas Gerais o que pode ser feito? 
    Eu acredito que a crise brasileira é resultado de anos de governos populistas que davam com uma mão e, por outro lado, colocava a população para pagar a conta.
    Além dos anos de assalto aos cofres públicos e de um estado totalmente oneroso que cada dia esmaga mais e mais as famílias brasileiras.
    Em Minas Gerais, acredito que as principais ações devem ser pautadas pela diminuição dos milhares de cargos comissionados, a priori- zação de políticas públicas na área da saúde, educação e segurança pública, buscando um estado menor e mais efetivo para atender as necessidades da população.

    O funcionalismo público, principalmente a segurança tem enfrentado dificuldades como o atraso ou parcelamento dos salários. O senhor tem alguma proposta para melhorar a situação do funcionalismo?
    O Estado de Minas Gerais vive uma crise na queda de arrecadação. No último mês de 2014, por exemplo, a arrecadação mineira foi de quase R$ 9 bilhões. Já nos meses seguintes, houve uma queda acentuada na arrecadação, chegando à casa de R$ 4 bilhões. Se não bastasse a queda na arrecadação, houve um aumento considerável de nomeações de cargos comissionados no governo do estado.
    Penso que em uma crise como essa, o governo deveria cortar na própria carne. Cortando cargos e acabando com os famosos JETONS de secretários que ganham R$ 60 mil por mês, enquanto o funcionalismo tem seu salário dividido em três vezes. Acredito que o governo deveria priorizar o pagamento dos servidores públicos e não obras eleitoreiras, como por exemplo, uma ponte que custou R$100 milhões em plena crise.

    Considerações finais 
    A nossa pré-candidatura a deputado federal é uma junção de forças que acreditam que a política deve gerar resultados positivos para a população, buscando a aproximação com o eleitor, a transparência e o fim de acordos obscuros de gabinete. Pretendo buscar a melhoria na segurança para os cidadãos e para os profissionais que se arriscam diariamente para nos defender, falando sempre a verdade, doa a quem doer.

    spot_imgspot_img
    Artigo anterior
    Próximo artigo