sexta-feira, 12 julho

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    O fim do ano já está próximo e com ele vai chegando a hora de avaliar o que passou – as alegrias e decepções – além de planejar as mudanças para o novo ano que vem por aí. Nessa ocasião, avaliar os acontecimentos em relação às nossas produções ou alienações, erros e acertos, acontece com muita frequência entre as pessoas.
    Segundo a psicóloga e sexóloga Sônia Eustáquia, se a cada ano construirmos um “mega projeto” no qual a idealização e a fantasia se destacam das reais condições de realizá-lo, podemos nos deparar com uma soma de decepções e sensações de fracassos.

    Contudo, se fizermos um planejamento otimista e possível,
    certamente nosso balanço estará com saldo positivo ao findar o ano.

    Para essa reflexão, muitos utilizam as famosas “listinhas” com objetivos e idealizações feitas no ano anterior para avaliarem. Entretanto, quando não conseguem atingir as metas, as pessoas ficam decepcionadas consigo mesmas. “Essa prática que consiste tanto em fazer a lista no final do ano ou se cobrar pelo não acontecido, pode trazer sérias conseqüências para a vida prática e emocional das pessoas”, disse a especialista.
    Mudanças – O desejo de mudança passa inicialmente pela parte cógnita, numa vontade consciente de mudar e, assim, se inicia um penoso investimento de energia em prol dessa transformação. Mas, a principal dificuldade que a mente encontra para processar com sucesso a mudança chama-se: ganho secundário.

    Em meio aos prejuízos das condutas rejeitadas pela consciência,
    existe um tipo especial de “prazer”. De alguma forma, a mente inconsciente
    opta pela conduta indesejada, independentemente da vontade do sujeito.
    Está formado assim o conflito, ou seja, o fenômeno que dificulta as reais
    mudanças e conclusões de projetos pessoais, disse a especialista.

    Por isso, a maneira que cada pessoa lida com a dor no fracasso varia.

    Há pessoas que facilmente se responsabilizam pelos fatos, já outras colocam a responsabilidade do problema em fatores externos e aparentemente fora de controle. Tudo vai depender do fator auto-estima e da capacidade de discernimento. De uma coisa podemos ter certeza: somos capazes de lidar com o fracasso na vida profissional, amorosa ou financeira. Mesmo quando não dá certo podemos tirar lições de aprendizado dos erros cometidos e das adversidades, garantiu a psicóloga.

    Dicas – De acordo com a terapeuta, uma boa opção para começar bem o ano é rever o que deseja mudar no corpo físico, emocional e nas relações interpessoais e, a partir daí, buscar iluminação no campo das virtudes. “Uma idéia é iniciar os novos dias passando tudo a limpo, verificando a possibilidade em ser mais educado, afável, civilizado e cortês, examinando a condição de fidelidade na constância e lealdade, além de investir no bom humor e na capacidade de amar. Não existe um bem em si mesmo, ele é construído e conquistado”, finalizou.

    Fonte: psicóloga clínica, psicanalista e sexóloga (www.soniaeustaquia.com.br).

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