Conselho de Desenvolvimento

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Um dos destaques da reunião de trabalho do G-7 Contagem, realizada na quarta-feira (03/05), no Ciemg, foi a criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico (Codecon), proposta apresentada ao secretário de Desenvolvimento Econômico de Contagem, René Vilela, pelo presidente do grupo, Sanders Augusto.

A partir da proposta do G-7, o Codecon, que será formalmente apresentado ao grupo na primeira semana de junho, reunirá expoentes dos vários setores da economia regional e nacional, para ser altamente estratégico, estabelecer diretrizes e ser a força motriz do desenvolvimento, afirmou o secretário.

René Vilela garantiu que todos os compromissos assumidos com o grupo serão atendidos e adiantou que “Já foram revistos os perfis de todos os conselhos, que serão transformados em câmaras setoriais e, numa segunda etapa, passarão a compor o Codecon”.
O presidente do Ciemg, José Agostinho da Silveira Neto, registrou os cumprimentos ao secretário de Desenvolvimento Econômico pelas respostas apresentadas por ele às pendências do G-7.

Vamos realizar um seminário, em junho, quando espero receber a
contribuição de todos para a solução de demandas que ainda não
tiveram ações deflagradas e definição de metas, anunciou o secretário.

Entre outras demandas do G-7 tendo em vista o desenvolvimento econômico e social do município, o secretário anunciou também medidas já adotadas para liberar licenças e alvarás de projetos, alguns parados há até nove anos, resultando na perda de grandes plantas para outros municípios e estados. Segundo anunciou, entre outras demandas já deflagradas, estão a adoção de um novo modelo para a atração de investimentos.

Liberações de alvarás vai ser na hora

A previsão da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico é que até o final do ano, sejam concluídas ações que serão iniciadas nesta próxima semana, como o inventário de todos os distritos industriais, a revisão da lei de ocupação do Cinco (que passa para a secretaria de Desenvolvimento Econômico), e a revitalização e retomada legal de áreas doadas a indústrias e que hoje estão ociosas ou alugadas para outras atividades. “Vamos intensificar o processo de zoneamento, principalmente no Cinco, área nobre que poderá ser ocupada por complexos empresariais de indústrias, comércio e serviços”, explicou o secretário.

Será debatida também, juntamente com o G-7, a transformação de áreas como a
do entorno da Ceasa, na Ressaca, no Riacho das Pedras e Vila Beatriz, entre outros,
em polos de empresas não poluentes, como as de logística.

Com relação aos longos prazos e entraves burocráticos para aprovação de projetos, licenças e alvarás, o secretário René Vilela disse que “a expectativa é de que, em 60 dias, será possível a emissão de alvarás na hora”, resultado de uma parceria estabelecida com o Sindicato da Indústria da Construção Civil no estado de Minas Gerais (Sinduscon).
Outro alvo da secretaria é a região de Várzea das Flores, que já perdeu 2/3 da mata Atlântica para ocupações e atividades irregulares, “para que tenha redução de sua área rural e seja um grande complexo de base hídrica”, disse René Vilela. O secretário anunciou que a região, considerada a caixa d’água da Região Metropolitana, “poderá receber empreendimentos não poluentes, de baixo impacto ambiental para geração de emprego e renda e resgate social das famílias”.

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