sexta-feira, 12 julho

    Fes­tas de final de ano

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    Mais um final de ano se apre­sen­ta, com as carac­te­rís­ti­cas de sem­pre. Com­pras de últi­ma hora, trân­si­to aos ­finais de sema­na, car­dá­pio da ceia de natal, via­gem de ano novo, ­férias das crian­ças, ami­gos secre­tos, fes­tas cor­po­ra­ti­vas, enfim, a velha e conhe­ci­da TPN -Ten­são Pré Natal, a qual cos­tu­ma aco­me­ter ­homens e prin­ci­pal­men­te mulhe­res no últi­mo mês do calen­dá­rio.
    Esta tam­bém é a época dos encon­tros de con­fra­ter­ni­za­ção, entre eles se ­incluem as polê­mi­cas fes­tas empre­sa­riais de fim de ano, as quais, em geral, cau­sam certo des­con­for­to e algu­mas vezes saias jus­tas aos par­ti­ci­pan­tes. Seja um jan­tar for­mal, uma recep­ção em uma casa de even­tos ou um chur­ras­co com pago­de e fute­bol, as recla­ma­ções esta­rão sem­pre pre­sen­tes. Longe, cedo, muito tarde, brega, chi­que ­demais, comi­da ruim ou pouca varie­da­de. O fato é que nunca se con­se­gui­rá agra­dar a todos os gru­pos, cujos tipos clás­si­cos serão iden­ti­fi­ca­dos a ­seguir.
    Esta é, no entan­to, uma opor­tu­ni­da­de de conhe­cer ­melhor quem é quem, con­si­de­ran­do os gru­pos que se for­mam, como os papa-­léguas, de pes­soas aves­sas a este tipo de come­mo­ra­ção. Elas resol­vem dar uma pas­sa­di­nha na festa com ­receio dos comen­tá­rios de che­fes e cole­gas de tra­ba­lho. Toda­via, che­gam com as des­cul­pas na ponta da lín­gua como: tenho outra festa ou esta­va tra­ba­lhan­do até agora. Como o pás­sa­ro homô­ni­mo, cos­tu­mam sair com a mesma velo­ci­da­de que che­ga­ram aos ambien­tes.
    Outro grupo carac­te­rís­ti­co é for­ma­do pelos vicia­dos em tra­ba­lho. Eles não esque­cem seus afa­ze­res nem mesmo enquan­to comem ou bebem. Cos­tu­mam se apro­vei­tar do clima infor­mal para que­rer resol­ver pro­ble­mas ou mesmo ­cobrar pen­dên­cias, entre um copo de uís­que ou boli­nho de quei­jo. Por esta razão cos­tu­mam ser vis­tos sozi­nhos, pas­sean­do entre as mesas e rodas de con­ver­sa.
    Pior que esses, são os baju­la­do­res, que for­mam o mais famo­so e anti­go dos gru­pos. Além de tudo são bons estra­te­gis­tas e bus­cam iden­ti­fi­car seus alvos com pre­ci­são mili­mé­tri­ca. Podem ser vis­tos ao lado ou ao redor das rodas de dire­to­res, supe­rin­ten­den­tes ou vice-pre­si­den­tes. São com­pa­ra­dos aos papa­raz­zos, ado­ram uma foto ou baju­la­ção.
    Os bem-vin­dos – Em toda empre­sa há aque­le sujei­to boa-praça e com­pro­me­ti­do, bom de ser­vi­ço, cama­ra­da, que cos­tu­ma resol­ver os pro­ble­mas de todas as áreas. Bem rece­bi­do em todos os gru­pos, cos­tu­mam aguar­dar com ansie­da­de a festa de con­fra­ter­ni­za­ção, suge­rin­do, aju­dan­do e par­ti­ci­pan­do ati­va­men­te em sua orga­ni­za­ção.
    Há tam­bém os sol­ti­nhos, que gos­tam de apro­vei­tar a festa, exa­ge­ran­do mui­tas vezes na dose, lite­ral­men­te. Com mais ­álcool e menos juízo, cos­tu­mam criar situa­ções hilá­rias ou emba­ra­ço­sas, as quais ser­vem para com­por o mural de fotos ou as len­das que ­povoam todas as empre­sas. A situa­ção piora quan­do deci­dem enfren­tar a lei seca.
    E esses não são os úni­cos. Têm ainda os dan­ça­ri­nos, aque­les que não per­dem a opor­tu­ni­da­de para uma piada, os car­ran­cu­dos, que nem todo o esto­que de espu­man­te ajuda a des­fa­zer o sem­blan­te e até os natu­ral­men­te incon­ve­nien­tes. Isso sem falar nos pos­sí­veis “pene­tras” ou con­vi­da­dos de oca­sião.

    Na medi­da que se lê este texto, cer­ta­men­te você vai cor­re­la­cio­na­do diver­sas pes­soas, asso­cian­do nomes e oca­siões, momen­tos hilá­rios e cons­tran­ge­do­res, lem­bran­do-se de his­tó­rias cômi­cas – ­outras nem tanto – ocor­ri­das duran­te as cele­bra­ções empre­sa­riais. Caso não tenha con­se­gui­do se encai­xar em ­nenhum grupo não se preo­cu­pe, tal­vez tenha sido seu senso crí­ti­co, o popu­lar bom senso, que não tenha per­mi­ti­do.
    Não rela­xe, pois nada é defi­ni­ti­vo. Um peque­no des­cui­do e lá está você, par­ti­ci­pan­do de um des­ses gru­pos ou inau­gu­ran­do outro. A men­sa­gem que fica, no entan­to, é que pru­dên­cia, bom senso e pro­fis­sio­na­lis­mo devem guiá-lo, afi­nal de con­tas, você não irá que­rer mais uma dor de cabe­ça neste final de ano, irá?
    E para não fazer feio, vale a pena ado­tar ­alguns pro­ce­di­men­tos bási­cos, como che­gar no horá­rio mar­ca­do para o iní­cio da festa. Os atra­sos dei­xam os orga­ni­za­do­res ansio­sos e são ­sinais de pouco caso. Na hora de comer seja dis­cre­to. Espe­re as pes­soas hie­rar­qui­ca­men­te supe­rio­res ser­vi­rem-se na sua fren­te. Seja agra­dá­vel e pro­cu­re falar de ame­ni­da­des. Falar mal de che­fes e cole­gas, bem como cri­ti­car a orga­ni­za­ção nesta cir­cuns­tân­cia, é expres­sa­men­te proi­bi­do (a menos que você já não se impor­te mais se vai ou não per­ma­ne­cer na empre­sa).
    Evite con­tar estó­rias catas­tró­fi­cas e ficar falan­do de doen­ças. Em dias de festa as pes­soas não que­rem falar des­tes assun­tos e você pode­rá se tor­nar desa­gra­dá­vel. Cui­da­do com a roupa! Mesmo que aque­le cole­ga mara­vi­lho­so – ou aque­la – que você paque­rou o ano intei­ro for pre­sen­ça con­fir­ma­da, lem­bre-se que todos os che­fes, dire­to­res e cole­gas tam­bém esta­rão por lá. Pro­cu­re um ­visual ale­gre e valo­ri­ze seu esti­lo, mas que seja tam­bém ade­qua­do na cor, com­pri­men­to, trans­pa­rên­cia, etc.

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