sexta-feira, 19 julho

    Paciente morre e médico é detido

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    Um médico de 51 anos foi levado a uma delegacia de Contagem, após a morte de um paciente de 72 anos na terça-feira 22 de outubro. O profissional é suspeito de ter recusado atendimento a um idoso na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Ressaca. À Polícia Militar (PM), ele alegou que o local não tinha condições de receber pacientes em estado grave e que o homem precisava ser transferido.
    O caso ocorreu pouco antes das 22h. Enfermeiros de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) contaram à PM que socorreram o paciente em casa, no Bairro Novo Progresso, com um quadro de insuficiência respiratória em estado crítico. Eles informaram a condição dele à central do Samu e foram orientados a levá-lo a unidade de saúde mais próxima.
    A equipe acionou a central novamente para acionar uma Unidade de Suporte Avançado (USA), que conta com um médico responsável. Ele tentou falar com o colega da UPA ao telefone, mas ele não quis o diálogo, segundo os socorristas. A nova equipe saiu do Bairro Petrolândia e chegou ao Ressaca uma hora depois. O médico constatou a insuficiência do paciente e avaliou que o plantonista tinha que prestar socorro mesmo se ele precisasse de transferência. O estado de saúde do idoso piorou e eles precisaram fazer uma reanimação cardiopulmonar.
    De acordo com a Polícia Militar, eles conseguiram uma vaga no Hospital Municipal de Contagem (HMC), mas o paciente morreu antes de dar entrada. Ainda de acordo com a polícia, consta no boletim de ocorrência que os enfermeiros disseram ter visto uma maca de urgência em um dos boxes que devia ser usada em casos específicos. A nora do idoso acompanhou todo o processo.
    Apuração do caso – O secretário municipal de Saúde Cleber Faria Silva informou que a UPA Ressaca teve uma reforma a pouco tempo e está em condições para atender a população.Com relação a denúncia de deglicência médica ele disse que “a principio nós vamos ouvir todas as outras partes para poder tomar as medidas cabíveis necessárias resguardando principalmente todo o atendimento, tudo que é feito nos equipamentos de urgência, principalmente na UPA Ressaca, por que a nossa maneira de trabalhar e tudo aquilo que a gente vem acompanhando, se trata de um fato isolado dentro do contexto e que envolve um profissional que está na rede há muitos anos e está na UPA há muitos anos. Então nesse momento qualquer conclusão da minha parte seria no mínimo um pouco precipitada.
    “Nós podemos num primeiro momento, até para resguardar, buscar junto à corregedoria informações para poder afastar, a sindicância vai ser aberta imediatamente junto com a regulação, junto com o profissional médico. O URT médico da UPA vai ter que fazer um comunicado junto ao CRM, para também ter apuração tendo em vista o episódio, a seriedade e a gravidade do que ocorreu, fanalizou o secretário.

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