terça-feira, 16 julho

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    Há 27 anos, no dia 18 de março de 1992, muito barulho e ventania anunciavam uma avalanche de terra que provocaria a morte de 36 pessoas, deixaria centenas de feridos e desabrigados e soterraria 150 barracos e casas na Vila Barraginha, no bairro Industrial. A ocupação teve início nos anos 1940, quando dezenas de famílias instalaram-se sob um antigo depósito de lixo, construído sobre um solo argiloso.

    Após um período com excesso de chuva, uma movimentação de terra prejudicou a estabilidade da bacia de argila mole sobre a qual as casas estavam assentadas, ocasionando a movimentação do aterro. O local foi alvo de um deslizamento de aterro de 15 metros de altura por 100 metros de extensão. Naquela época, o município ainda não contava com a atuação de uma Defesa Civil estruturada, situação muito diferente da que é encontrada hoje. Atualmente, a Defesa Civil de Contagem dispõe de uma Central de Atendimento que funciona 24 horas (Telefone 199) e que realiza monitoramentos para evitar riscos de desabamento de moradias em áreas de aterro. A prevenção é palavra-chave do trabalho atual da Defesa Civil do município.

    Segundo o coordenador de Proteção e Defesa Civil de Contagem, Samuel Martins Lara, hoje, na Vila Barraginha, o trabalho da Defesa Civil é voltado para a prevenção. “São realizados monitoramentos constantes da área afetada e sua redondezas, sendo feitas visitas às empresas próximas que estão executando movimentação de terra e prestadas orientações para as famílias que ainda residem no local, aguardando indenização. São também realizados em toda a cidade exercícios simulados de desastres de grande proporção, ensinando à população como agir e procurar locais seguros”, afirma o coordenador.

    De acordo com Samuel Lara, a atual política habitacional adotada pela Prefeitura de Contagem possibilita que cerca de 570 famílias recebam auxílio-moradia para deixar as áreas de risco – aproximadamente 130 famílias já receberão indenização nos próximos meses com a contemplação de um apartamento do programa Minha casa, Minha Vida. “Hoje, as áreas com risco de deslizamento de encosta são constantemente monitoradas e, quando há risco geológico, risco de movimentação de solo, encaminhamos essas famílias para o programa da Prefeitura que oferece auxílio-moradia. O trabalho da Guarda Civil e das regionais é de extrema importância, evitando as reocupações”, explica.

    A Defesa Civil também realiza o projeto “Barraca Itinerante”, montando uma barraca em pontos estratégicos da cidade para interagir com a população e prestar informações e ainda faz um trabalho de conscientização junto a crianças sobre a importância da prevenção, preparando-as para situações emergenciais. É a “Brigada Escolar de Defesa Civil”, projeto da Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil por meio do qual, durante dois dias, agentes da Defesa Civil interagem com o público escolar.

    Se você reside em uma área próxima a barracos e a obras em que estão sendo executados serviços de movimentação de terra, fique atento a movimentações bruscas e trincas no terreno. Caso seja necessário, acione a Defesa Civil, através do 199.

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