15.9 C
Contagem
domingo, junho 16, 2024
HomeCadernosGeralViolência é tema de debate

Violência é tema de debate

Date:

Matérias Relacionadas

Anny Kalessa para o Gata Dmais – Por João Paulo Dias

Meu nome é Anny Kalessa (@annykalessa), tenho 22 anos,...

Edição 1233 14 de Junho de 2024

Edição Online da Edição 1232 do Jornal de Contagem Pop Notícias

Marcha para Jesus acontece neste sábado

Para fortalecer os laços de união, amor e de...

Não caia no golpe da falsa cobrança

Alerta importante A Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria...

Mais duas trincheiras na br 381

Mais mobilidade Contagem recebeu mais uma importante notícia que vai...
Ir para Criarteweb

Jovens, negros e moradores de territórios periféricos continuam sendo as maiores vítimas da violência policial no Brasil. Este foi o consenso entre os participantes da audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

De acordo com participantes da reunião, movimentos e manifestações culturais como bailes funk, hip-hop, batalhas de DJs e outros eventos afins, com participação popular nesses territórios, têm sido reprimidos por puro preconceito.

A vereadora Áurea Carolina (Psol), presente à reunião, chamou isso de “filtragem racial”. “O afrodescendente é sempre o primeiro suspeito”, afirmou a vereadora.
A coordenadora-geral do Centro de Referência da Cultura Negra, Mônica Aguiar, deu um depoimento emocionado sobre a violência sofrida recentemente por sua família. “Diz que jovem negro parado é suspeito; se correr é bandido. Mas temos que entender que esse jovem corre, muitas vezes, porque tem medo da polícia”, argumentou.

Criminalização do negro é recorrente

Gilberto da Silva Pereira, da Comissão de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), afirmou que toda as discussões sobre violência nas periferias acaba sempre voltando para a questão do genocídio da população negra. “A criminalização do negro existe desde a colonização do Brasil, precisamos desconstruir isso”, disse. Gilberto lembrou que, no passado recente, até os praticantes de capoeira eram presos indiscriminadamente nas ruas.
O presidente da Comissão, deputado Cristiano Silveira (PT), lembrou dados estatísticos que mostram que a polícia brasileira é a que mais mata no mundo; mas também é a que mais morre em serviço. Ele também enfatizou que a maioria das vítimas da violência policial são os jovens negros e pobres. “Não podemos ser generalistas, mas esses dados têm que nos mostrar alguma coisa”, disse ele, provocando o debate.

Últimas Matérias

spot_img
Artigo Anterior
Próximo Artigo
Iniciar Conversa
Precisa de Ajuda?
JORNAL DE CONTAGEM
Olá
Podemos Ajudar