quinta-feira, 18 julho

    Responsabilidade social

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    Pelo 8º ano consecutivo o Colégio Santo Agostinho Contagem aderiu à campanha mundial “One day without shoes” (Um dia sem sapatos), que  faz um alerta para o grande número de crianças e jovens que não possuem, sequer, um par de sapatos. Na ação realizada no dia 11 de abril e que envolveu a participação ativa de pais e familiares dos alunos, foi arrecadada 1,3 toneladas de donativos entre calçados, roupas, cobertores, fraldas e leites.
    As doações foram encaminhadas a instituições que promovem direitos humanos e assistência social em Contagem, grupos de apoio a mulheres, crianças e adolescentes em situação de risco e comunidades carentes da região metropolitana.

    A ação, que teve como tema “Paz, construção de todos nós”, ampliou o objetivo inicial do projeto ao promover uma reflexão sobre a realidade brasileira, que sofre com as desigualdades sociais e a falta de direitos básicos.

    Durante o evento, a diretora da escola, Aleluia Heringer, fez uma reflexão com os alunos sobre os milhões de pessoas que não vão para escola, que dormem nas ruas, e que sofrem violência diariamente. “Compaixão não é conteúdo que cai na prova, mas que alegra o coração de Deus. Então, ao chegarem em casa hoje e seus pais perguntares: E aí meu filho? Que aula você teve hoje? Respondam: aula de compaixão”, disse.
    Segundo Heringer, o “Dia sem sapatos” transcende o formato tradicional das aulas ao proporcionar a todos a inusitada experiência de pôr os pés no chão, gesto que mexe com sensações e sentimentos ao realizar uma reflexão de valores.

    É uma ação de cidadania a partir da escola, uma afirmação de valores e intenções: promover a vida por meio da fraternidade, da educação e da justiça social, comenta.

    A diretora lembra que doar um calçado ou um agasalho é um gesto de solidariedade e anuncia a primazia dos direitos humanos e de um mundo em que todos possam ter moradia, condições de saúde, trabalho, educação, lazer. “Doar um sapato é também uma denúncia: enquanto houver os pés descalços pelas pobrezas e desigualdades sociais, não há condições para a paz e o bem estar se estabelecerem plenamente nas relações humanas”, conclui a diretora.

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