sábado, 13 julho

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    O mandato do novo presidente da Câmara dos deputados, já começa agitado. Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi eleito na madrugada dessa quinta-feira 14, por 285 votos, contra 170 de Rogério Rosso (PSD-DF), com quem disputou o segundo turno, e vai ocupar o cargo até primeiro de fevereiro do ano que vem.
    Logo após tomar posse na presidência da Câmara, Rodrigo Maia disse que sua vitória só foi possível graças ao apoio dos partidos de oposição ao governo do presidente interino, Michel Temer.

    Sem a esquerda não venceria. O resultado da votação provou que é possível construir um novo momento. Tivemos votos da base e da oposição.

    Em troca do apoio recebido dos partidos de oposição a Temer, Maia disse que vai garantir o direito das minorias. Ele, no entanto, afirmou que os partidos que o apoiaram no segundo turno da disputa contra Rosso não apresentaram sugestões de pauta a serem analisadas como prioritárias.

    Prioridades – Perguntado sobre a pauta de votações, Maia disse que as prioridades são a proposta de emenda da Constituição do teto de gastos públicos, o alongamento da dívida dos estados com a União, a PEC dos Precatórios, o projeto que muda as regras de exploração da camada do pré-sal e a reforma da Previdência, que ainda está em discussão entre Planalto e centrais sindicais.

    Mandato-01

    Prazo – O novo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, eleito com 285 votos, não definiu prazo para a votação final do processo de cassação do ex-presidente da Casa Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Perguntado sobre o caso, Maia elogiou a gestão de Cunha, disse que ajudou a elegê-lo e ponderou que o desfecho do processo deve ocorrer “dentro das regras da Casa” e quando houver “quórum adequado”.

    Vamos colocar em votação quando [o processo] estiver pronto para tal”, disse Maia ao ser perguntado se a cassação de Cunha poderia ser votada pelo plenário ainda esta semana. “Não estou aqui nem para ajudar, nem para prejudicar o Eduardo”, acrescentou.

    Antes de chegar ao plenário, o processo de Cunha depende de decisão da Comissão de Constituição e Justiça . A comissão havia adiado, mais uma vez, a votação do recurso de Cunha contra a decisão do Conselho de Ética, que aprovou a representação do PSOL e da Rede que pede a cassação do mandato do peemedebista.
    Maia também reconheceu a necessidade de o Parlamento ter “coragem” para aprovar uma reforma política. “Temos que ter um grande debate nessa Casa porque o sistema político que está ai ruiu. De forma consensuada e conjunta, teremos que debater a reforma política e enfrentar esse modelo falido”.

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