sexta-feira, 19 julho

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    O leitor fiel do Jornal Contagem já percebeu que este espaço nobre do jornal é ocupado, sempre que possível, de reflexões as mais diversas. Anualmente, por ocasião do aniversário de Contagem, celebrado em 30 de agosto, desde que em 1911 se deu a emancipação política do município.
    Se durante todas as semanas do ano o JC dá voz às mais diversas personalidades, dialoga com representantes dos mais variados segmentos sociais, conversa com políticos, industriais, comerciantes, empresários de outros setores, lideranças de classes, trabalhadores, artistas, produtores culturais, professores, mestres, nesta semana que abriga a data histórica, este espaço tem servido para a reflexão.

    Refletir sobre momentos em que o cidadão percebe a arqueologia urbana que o permite conhecer o cotidiano dos antigos moradores do velho arraial do Registro e recriar o elo que une passado e presente. Perceber que também as cidades são dinâmicas, vivas, exigem transformação contínua, exigem vencer desafios e para isso é preciso fortalecer a cidadania e preservar identidades construídas.
    Toda a gente contagense entende, com especial senso de oportunidade, que só será respeitada quando se respeitar, assumir o que realmente é.

    Na forja do desenvolvimento, o fogo sagrado da produção, assoprado pelo fole das boas ideias e moldado com a bigorna da vontade de fazer permite inventar, maquinar, planear, imaginar…realizar.
    Sempre, o JC bradou em alto e bom tom, a necessidade de Contagem vivenciar o que diz a letra de seu hino: “labutam seus filhos felizes, buscando progresso e beleza, nos campos de lindos matizes, nas fábricas de tanta riqueza”. Alerta Contagem! A arte tecida por mãos hábeis de gente que trilha os tortuosos caminhos de um futuro melhor, fala de alegria que contagia esta senhora de fronte benfazeja, sorriso manso, tal como o de uma criança correndo livre na praça, disse do tempo, o mesmo que passa deixando marcas como as do desemprego, da fome, da carência de recursos e da luta incessante, mencionar a derrota, imposta pela euforia antecipada das comemorações, da dura realidade se contrapondo aos sonhos.
    Contagem viceja cada dia mais, em população, produção e realizações, em meio ao emaranhado de diferenças. A construção da cidade passa pelas mãos de cada um, nascido contagense ou não. A forja está à disposição e a cada um cabe construir o ideal. Deixar essa tarefa nas mãos de outros é correr riscos desnecessários, uma verdadeira armadilha.
    A cidade chega aos 104 anos dando mostras de que apreendeu com a própria história, aprendeu que o caminho continua aberto. É tempo de comemorar e seguir em frente.

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