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Câmara Aberta recebe Funec em júri simulado

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Um plenário transformado em tribunal e alunos em promotores, defensores, juízes, policiais, oficiais de justiça, testemunhas e réus. Este foi o cenário visto na Câmara Municipal de Contagem na última quinta-feira (23/05).
Em mais uma edição do Câmara Aberta – projeto da Escola do Legislativo que possibilita a visita de estudantes no Legislativo, com visitas guiadas, palestras e simulações – , os estudantes do Ensino Médio da Funec Cruzeiro do Sul protagonizaram um júri simulado em plenário, representando dois acontecimentos de repercussão nacional: o caso de Suzane von Richthofen e o caso da mineradora Braskem, em Maceió, cuja atividade de extração do Sal gema tem causado, desde 2018, tremores de terra, rachaduras nos imóveis, fendas nas ruas, afundamentos de solo e crateras em diversos bairros.
De acordo com a diretora da Funec Cruzeiro do Sul, Rosilene Alves, o trabalho envolve todo o Ensino Médio e conta com ensaios, pré-apresentações e muito estudo. Ainda segundo Rosilene, o trabalho de pesquisa e preparação dos alunos começa pelo menos um mês antes do dia do Júri. Com a orientação de professores, os alunos escolhem os casos que serão simulados e, a partir daí, pesquisam os fatos, provas, perícias e fundamentos legais, baseados no Código Penal e Civil brasileiros.
“A preparação foi difícil, deu muita dor de cabeça, mas no final deu tudo certo, fiquei muito satisfeita”, conta aliviada a aluna Vitória, que atuou como advogada de defesa de Suzane e que, graças ao processo de elaboração do trabalho, decidiu pela faculdade de Direito. A juíza do caso, a aluna Raquel Campolina, lamentou não ter tido tempo de usar tudo o que leu. “Mas foi importante para melhorar o raciocínio, a vontade de pesquisar, a capacidade de falar em público, dialogar e mostrar o que você quer defender”, conclui.
Segundo a professora, uma simulação semelhante é feita com os alunos de graduação do curso de Direito da FDCON e os alunos no Ensino Médio da Funec não ficaram para trás. “Eles foram muito bem, conseguiram trazer termos técnicos, o perito trouxe fotos reais do crime, demonstrando que estavam preparados e que a qualidade do ensino em Contagem é diferencial”, destacou.

15 anos de trabalho
Quem vê o professor Gleison Paulino Gonçalves, coordenador do projeto de júri simulado, andando pelo plenário, imagina que a empolgação e o brilho nos olhos são resultado de uma experiência nova e pessoalmente inusitada. Porém, há 15 anos ele faz, anualmente, esse trabalho com seus alunos.
Segundo o professor, a ideia de propor esse projeto para o Ensino Médio vem desde quando ele ainda era estudante do Cefet. “Um professor de Geografia propôs esse trabalho, eu participei e isso fez muita diferença para mim, na minha vida profissional. Quando me formei professor, quis pôr em prática, por ter muito carinho por esse trabalho que desenvolve a argumentação, ensina o respeito a opinião alheia e tolerância”, disse.

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