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O auditório José Alencar foi pequeno para abrigar as centenas de pessoas que compareceram na segunda-feira, 11 de dezembro, à Assembleia Legislativa para ouvir a ex-presidenta eleita Dilma Rousseff falar, na Comissão Extraordinária de Mulheres, sobre a participação feminina na política. Parte do público acabou transbordando para o chamado Hall das Bandeiras, onde acompanhou pelo telão o pronunciamento da ex-presidenta. Em uma fala sóbria e crítica, Dilma também analisou o golpe parlamentar, que para ela é dividido em três partes e ainda está em curso.
Dilma discorreu sobre o que significa ser mulher e ocupar o cargo mais alto da política brasileira. Para ela, há diferenças claras no tratamento dispensado a homens e mulheres e é preciso mudar isso.

Eu era taxada como sendo viciada em trabalho,
mas se eu fosse homem, diriam que sou empreendedora, disse.

A deputada Marília Campos (PT/MG), idealizadora do evento que trouxe Dilma a Minas, comemorou a sucesso do encontro como “mais um ato de resistência democrática” e ressaltou:

a Comissão Extraordinária de Mulheres é uma luta antiga, e hoje,
aproveitando a presença de tantas mulheres inspiradoras, aprovamos um requerimento para torná-la permanente. Vejo como fundamental a consolidação desse espaço dentro do parlamento mineiro, necessidade que só aumenta diante de casos como o do impeachment ilegal da primeira mulher a ser eleita para a presidência do Brasil. Não há como fortalecer a frágil democracia em nosso país sem aumentar a força e a representação das mulheres na política.

O evento contou com a participação das ex-ministras Nilma Lino Gomes e Eleonora Menicucci e da professora Marlise Matos, da UFMG, que abordaram o assalto aos direitos promovido pelo governo ilegítimo de Temer e a importância de ampliar a participação das mulheres na política.

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