Todos contra o mosquito

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(Reprodução/Internet)

Entre 23 e 27 de outubro, o Governo Federal promove a Semana Nacional de Mobilização dos setores da Educação, Assistência Social e Saúde para combater o Aedes aegypti. Mais de 210 mil unidades públicas e privadas de todo o Brasil estão sendo mobilizadas pela Sala Nacional de Coordenação e Controle, que reúne os ministérios da Saúde, da Integração, da Defesa, do Desenvolvimento Social e da Educação, a Casa Civil e a Secretaria de Governo da Presidência da República, além de outros órgãos convidados.

O objetivo é que durante o período a população seja alertada sobre a importância de combater o transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya antes do verão, período do ano em que o maior volume de chuvas facilita a reprodução do Aedes aegypti. Ao todo serão mobilizadas 146.065 escolas da rede básica, 11.103 centros de assistência social e 53.356 unidades de saúde.

Estados e municípios tem autonomia para definir quais ações serão realizadas para mobilizar as áreas, mas a orientação da Sala Nacional é que sejam realizadas atividades que envolvam a prevenção e o combate do Aedes, como mutirões de limpeza, distribuição de materiais informativos, realização de rodas de conversas educativas, oficinas, teatros e gincanas.

Para aproveitar o momento de mobilização, a Sala Nacional também indicou aos gestores que fossem inseridas equipes nas unidades de ensino para confeccionar Cartões Nacionais de Saúde aos estudantes que não possuem cadastro no Sistema Único de Saúde (SUS).

Uma das ações realizadas em conjunto com estados e municípios são as de visitas
aos imóveis com objetivo vistoriar e eliminar possíveis focos do aedes Aegypti,
além de orientar a população sobre prevenção e combate ao mosquito.

Dados – As doenças transmitidas pelo Aedes aegypti têm tido queda expressiva em todo Brasil. De acordo com o Boletim Epidemiológico, até o dia dois de setembro deste ano, foram notificados 219.040 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 85,2% em relação ao mesmo período de 2016 (1.483.623).

Risco aumenta com a chegada das chuvas

Agentes de combate a endemias visitam imóveis e reforçam a caça ao mosquito Aedes aegypti (Fábio Silva)

O trabalho dos agentes de combate de endemias (ACE) é fundamental para prevenir e controlar doenças como dengue, de Chagas, Leishmaniose e malária. Contagem conta atualmente com 254 agentes, divididos nos oitos Distritos Sanitários de Saúde. Estes agentes são operários da saúde que visitam diariamente as residências dos contagenses, buscando focos e combatendo e controlando doenças.

O agente de combate de endemias é o elo essencial entre o poder público e o cidadão, pois mobiliza toda a sociedade para a prevenção, eliminação e controle de zoonoses, ressalta o assessor técnico da Vigilância Sanitária, José Renato Rezende.

Até setembro deste ano foram registrados 302 casos de dengue em Contagem, queda acentuada na comparação com 2016, quando houve o registro de mais de 28 mil casos da doença no município. Para esses números reduzirem ainda mais, é fundamental o apoio da população, que precisa manter as casas, terrenos ou comércios limpos.
Chuva – Com a chegada do período chuvoso, a população tem que redobrar os cuidados com os locais favoráveis para a criação do Aedes aegypti. A elevação da temperatura também favorece o surgimento de ambientes propícios para proliferação do mosquito.

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