Arte10 é mais visibilidade

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José Damasceno Telles Camilo, 67 anos, destaque nacional na pintura Naif (Rafael DSouza )

A Fundação de Cultura de Contagem (Fundac) iniciou o projeto Arte10, um espaço para divulgação mensal dos trabalhos dos artistas locais em seu portal e no da prefeitura. O objetivo é criar uma nova formatação que dê maior visibilidade aos nomes e figuras importantes da cidade e que ainda não têm o reconhecimento do público local.
A ideia partiu de um bate papo entre a equipe de arte da Fundac, que buscava uma forma de apresentar à população a maior quantidade de artistas.

Temos vários nomes importantes na cidade, inclusive premiados, e que não têm visibilidade dentro do município, afirmou Olister Barbosa, professor e artista plástico.

É preciso abrir novas formas para divulgar os trabalhos que existem
em Contagem e levar um número maior de opções para as pessoas,
observa o também artista e professor Fernando Perdigão.

Dentro da concepção de sair do “lugar comum”, a equipe da Fundac criou um calendário de visitas para conhecer e divulgar os locais e espaços de trabalho dos próprios artistas. Inicialmente, as visitas serão feitas aos artistas que possuem experiência e reconhecimento no cenário cultural. O conceito do Arte10 foi baseado na ideia de promover 10 visitas por ano, dando destaque aos “ícones” das artes de Contagem.

Visitas buscam promover artistas

A primeira visita do projeto Arte10, que busca divulgar os trabalhos e artistas de Contagem nos canais de comunicação da Fundac e da Prefeitura, foi ao ateliê do pintor José Damasceno Telles Camilo, 67 anos, morador do bairro Novo Progresso e premiado em diversas galerias do país. O artista é destaque nacional na pintura Naif, e foi integrante de grupo ilustre das artes em Minas, formado pelos pintores Lorenzato, Rodelnégio, José Luiz Soares, Dionísio, Lindorico, Irma Renault, nomes que ele mesmo cita como companheiros.

Eletricista de profissão, Damasceno conheceu a arte “por acaso”. Aos 14 anos foi trabalhar como “office boy” para a família Trindade, em Belo Horizonte. O contato direto com a mestre em tapeçaria, Marlene, despertou a curiosidade do então garoto para as técnicas de mistura de cores utilizadas para a confecção das peças. Aventurou-se na pintura nos momentos de lazer e acabou tendo um dos trabalhos vistos pela mestra, que reconheceu o talento do artista. Pouco tempo depois, Damasceno já produzia telas e frequentava galerias de artes de Belo Horizonte e outros estados.

A arte Naif é a arte da espontaneidade, da criatividade autêntica.
É o estilo a que pertence à pintura de artistas sem formação acadêmica sistemática.

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