Defesa da Cemig

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Rogério Correia, coordenador da Frente em Defesa da Cemig (Foto: Ricardo Barbosa)

O governo federal quer leiloar, ainda este mês, as usinas de Jaguara, Miranda, Volta Grande e São Simão, hoje sob controle da Cemig. Na reunião de emergência da Frente Mineira em Defesa da Cemig, realizada na terça-feira (12), na sede da Cemig, e com a presença do presidente da empresa, Bernardo Salomão, constatou-se que as tentativas de negociação com o governo Temer terão cada vez menos chances de sucesso. “A decisão do TCU, que suspendeu qualquer negociação entre a União e a Cemig”, disse Salomão.

A partir desta semana colocaremos em prática o que havíamos planejado,
e que eu tenho chamado de guerrilha jurídica, contra o leilão das usinas,
afirmou o deputado estadual Rogério Correia, do PT,

coordenador da Frente Mineira em Defesa da Cemig, grupo que conta com representantes de vários segmentos da sociedade civil mineira.

Seminário – Na próxima semana, um seminário jurídico ajudará a dar mais direcionamento a essa ideia, que inclui ações populares, bem como dos ministérios públicos estaduais e de entidades de classe. O seminário conta com a organização da OAB-MG, com o apoio da Frente Mineira.
A Fiemg, que integra a Frente, organizará ações que reúnam os empresários do Estado. Cálculos preliminares mostram que, se a ideia de vender as usinas da Cemig vingar, a conta de luz pelo menos dobrará nos próximos dois anos. E isso terá impacto sobre o consumidor mineiro e também sobre as empresas, pequenas, médias e grandes.
No campo da mobilização, a ação imediata é garantir um grande ato na usina de Jaguara, no Triângulo. Marcado para esta sexta-feira (15), a partir das 14h, ele reunirá os integrantes da Frente e representantes da região. Vários prefeitos já confirmaram presença, além de vereadores e parlamentares.

Participaram da reunião, ainda, os deputados Geraldo Pimenta e Celinho do Sinttrocel,
ambos do PCdoB, além de dirigentes da Cemig, representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT-MG), da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), do Ministério Público,
do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), entre outras entidades e sindicatos.

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