Celebrar e refletir

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Celebramos o 106º aniversário de emancipação político-administrativa de Contagem e seus 301 anos de existência. A data é mote tanto para diversão – afinal, temos, sim, motivos para celebrar – como para reflexão – afinal, que Contagem queremos para o futuro? Já vai longe o tempo em que nas terras da sesmaria do capitão João de Souza Souto Maior, num terreno conhecido como Sítio das Abóboras, foi instalado um posto de fiscalização da Coroa Portuguesa onde, mais tarde, surgiu um pequeno povoado.

Hoje, somos uma cidade com 653.800 habitantes distribuídos por 197.268 quilômetros quadrados. De acordo com o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) de Contagem atingiu a marca de R$18 bilhões em 2016 e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,756. A arrecadação total prevista para 2017, segundo dados da Prefeitura, é de R$ 1.355.668,00.
Temos problemas nas áreas da Saúde, Educação, Segurança Transporte e Saneamento Básico, além de problemas sociais e ambientais que vão se acumulando: o trânsito está cada vez mais congestionado, o transporte coletivo não atende às necessidades dos moradores, faltam leitos – e sobram filas – nos hospitais…

Poderíamos discorrer mais sobre o presente, mas a data nos enseja, também, a pensarmos sobre a Contagem que queremos no futuro. O momento é de reflexão. De recriar o elo que une passado e presente. Perceber que também as cidades são dinâmicas, vivas, exigem transformação contínua, exigem vencer desafios e para isso é preciso fortalecer a cidadania e preservar identidades construídas.

A própria história de Contagem nos mostra que o caminho continua aberto. A Cidade, que surgiu de um posto fiscal no século XVII, viveu a explosão industrial da década de 70 e diante do sucateamento de seu parque industrial, se reinventa buscando retomar o desenvolvimento do setor, ao mesmo tempo em que investe na área de comércio e serviços.

Celebremos mais um ano de Contagem, mas não fujamos de nosso dever cívico de pensar os rumos que queremos dar à nossa querida cidade. O contagense que trabalha honestamente, estuda, esforça-se diariamente e paga seus impostos merece viver em uma cidade mais humana, bonita e saudável. Uma cidade que cultiva valores e cidadãos responsáveis – públicos ou não.

É tempo de comemorar e seguir em frente.

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