Violência contra mulher aumenta

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Mulheres atingidas por barragem denunciam violência na ALMG (Willian Dias)

Mulheres que vivem nas comunidades atingidas por barragens e outros grandes empreendimentos denunciaram o aumento da violência, a perda de seus territórios, das relações parentais e de solidariedade e do direito de ir e vir, durante a audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada na quarta-feira (16), no Espaço Democrático José Aparecido de Oliveira.

A audiência começou logo após a aprovação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), de parecer favorável ao Projeto de Lei (PL) 3.312/16, do governador, que institui a Política Estadual dos Atingidos por Barragens e outros Empreendimentos. O autor do requerimento para realização da reunião, deputado Rogério Correia (PT), disse que a medida é motivo de comemoração.

Perda de direitos – Durante a audiência as manifestantes criticaram também as mudanças na legislação trabalhista e previdenciária em curso em âmbito federal, denunciando que as propostas retiram direitos históricos dos trabalhadores e suas famílias e atingem maciçamente as mulheres.

Enquanto isso, o governo Temer perdoa a dívida dos ruralistas:
mais de R$ 11,6 bilhões, criticou Rogério Correia.

Segundo ele, esse valor é superior ao que o governo federal propõe na negociação de quatro usinas da Cemig no Triângulo Mineiro. O parlamentar apelou aos participantes no sentido de que lutem também contra a privatização dessas usinas.
Entre as convidadas, a coordenadora estadual do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Aline Ruas, enfatizou que as mulheres sempre estiveram em todos os processos de luta, mas, muitas vezes, sem visibilidade.

Nós, do MAB, percebemos que somos maioria e somos as mais afetadas por esse modelo energético. Nos processos de construção de barragens, aumentam os índices de violência contra as mulheres, aumentam os estupros e a gravidez indesejada, afirmou.

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