Saques em espécie

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O Banco Central restringiu os saques em espécie, reduzindo o valor mínimo e aumentando o prazo de antecedência para a retirada de grandes valores de contas bancárias. A autoridade monetária explicou que as novas regras, que entram em vigor em 180 dias, têm o objetivo de aprimorar o combate á corrupção.

Assim, a partir de agora, os clientes deverão avisar o banco com três dias de antecedência caso queiram sacar valores iguais ou superiores a R$ 50 mil. Também a instituição financeira deverá comunicar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) qualquer retirada ou transação em espécie a partir desse montante.

Atualmente, o cliente deve entrar em contato com o banco com um dia de antecedência para retirar valores iguais ou superiores a R$ 100 mil. O mesmo ocorre no repasse de informações ao Coaf, que hoje só precisam ser comunicadas em transações a partir desse valor.
A avaliação é que o trânsito de dinheiro em espécie facilita lavagem de recursos em atividades de corrupção, atrai a atenção de assaltantes em locais com forte volume de saques. Saques em espécies podem facilitar crimes de terrorismo.

Observa-se também que os grandes casos de corrupção em empresas de construção civil, por exemplo, foram facilitados pelas vastas somas de dinheiro vivo que essas empresas sacam para fazer pagamento de funcionários. Não se entende porque as empresas do setor ainda não passaram a pagar seus funcionários também via meio eletrônico (cartão), em vez de dinheiro vivo. O próprio governo conseguiu fazer um gigantesco programa de transferência de renda, como o Bolsa Família, usando meios eletrônicos de pagamento.
Constantemente temos visto nos noticiários da TV, que a grande concentração de dinheiro em agências bancárias, principalmente em dias de pagamento, tem atraído assaltantes para cidades menores, onde a segurança é mais precária.

Os bancos também sofrem outros tipos de ameaças. O presidente da Febrabam, informou recentemente que em 2015, foram feitas, pelo setor bancário, 47.413 comunicações de operações suspeitas, o que representa um aumento de 27% em relação ao ano anterior.
As mudanças haviam sido recomendadas em 2016 pelos órgãos que fazem parte da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro.

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