Trincheira do Itaú

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Maria das Graças passa pelo menos três vezes por mês pela trincheira do Itaú, na Cidade Industrial. Nesta semana, ela se sentiu mais aliviada ao tomar conhecimento das intervenções emergenciais que estão sendo feitas no local para evitar novos alagamentos, como ocorreu após a chuva forte de 12 de janeiro.

Desço no ponto de ônibus do Leroy Merlin para visitar parentes no Eldorado. Minha filha deixa o carro estacionado na estação do metrô e vai trabalhar em BH. O veículo dela ficou inundado naquele temporal”, lamenta.

A trincheira foi construída no entrocamento das avenidas Babita Camargos, Francisco Firmo de Matos, João César de Oliveira e David Sarnoff, próximo ao Itaú Shopping. Além de ser interditada em dias de grande volume de chuva, como foi anunciado pelo prefeito de Contagem, Alex de Freitas, a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos determinou algumas intervenções para aumentar a vazão da enxurrada.

As obras estão sendo feitas pelo Consórcio Pró-Transporte de Contagem, responsável pela trincheira. Está sendo retirado  parte do canteiro central (cerca de 70 metros) na avenida Francisco Firmo de Matos, que será substituído por defensas metálicas (guardrail). O meio-fio foi rebaixado e muretas estão sendo substituídas por gradis próximo ao condomínio da Direcional Engenharia.

Cerca de 70 mil veículos passam diariamente pela trincheira, que liga Contagem à capital, Betim e importantes rodovias federais. Ao vistoriar as obras emergenciais, o secretário de Obras e Serviços Urbanos de Contagem, Alfredo Cardoso, ressaltou que técnicos da prefeitura monitoram o local desde 12 de janeiro para apontar soluções contra novos alagamentos.

De acordo com o engenheiro Igor Ravaiam, do Consórcio Pró-Transporte de Contagem, a trincheira tem um sistema de drenagem com capacidade suficiente para absorver grande volume de enxurrada. Ele destaca que o carreamento de entulho (como pedaços de lona, telhas, sapatos, plásticos e ferro-velho) contribuiu para que ocorresse a última inundação.

BACIA DE CONTENÇÃO
Para eliminar de vez o risco de inundação no local, será preciso tirar da gaveta um amplo projeto de controle de cheias do córrego Ferrugem, com a construção de bacias de contenção, como afirma Alfredo Cardoso. A obra deveria ter sido feita antes da trincheira. “No dia seguinte ao problema (13 de janeiro), o prefeito se reuniu conosco para tratarmos do problema com a empreiteira que construiu a trincheira”, disse o secretário de Obras e Serviços Urbanos.

Representantes da Prefeitura de Contagem se reuniram com o secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Murilo Valadares, na Cidade Administrativa, quando foi formada uma comissão para buscar recursos federais, em Brasília, que viabilizem a retomada das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)/Ferrugem. De acordo com Alfredo Cardoso, o custo é estimado em R$ 250 milhões.

 

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