jander é o candidato do PMDB

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O empresário Jander Firaletti, candidato a prefeito de Contagem pelo  PMDB, foi vereador por quatro mandatos consecutivos (1993 a 2008), Secretário Municipal de Esportes em 2001 e Secretário do Meio Ambiente de 2009 a 2012. O candidato, que há mais de 20 anos participa ativamente da vida pública da cidade, é bacharel em História, pós-graduado em gestão pública e estudante do curso de Direito. Firaletti nasceu e mora em Contagem, é casado e tem três filhos: Izabella, que atualmente é vereadora em Contagem, Natália e Saulo. Ele é nosso segundo entrevistado na série de reportagens com os candidatos a prefeito nas eleições 2016.

O que influenciou o senhor a se dedicar à carreira política?
Desde jovem, quando estava na faculdade, comecei a participar dos debates sobre questões sociais e problemas da nossa cidade. Na época, o próprio curso de História, em que sou formado, abordava sobre estes problemas e sobre a política em geral. Colegas e amigos que viam o meu interesse e a minha participação, começaram a me convidar para entrar para a política. Aceitei o convite e em 1992 fui eleito vereador, levando uma proposta nova de estudar bem a legislação, de apresentar bons projetos. Fui eleito por mais três mandatos, sempre defendendo o diálogo, o debate.

O senhor tem algum projeto aprovado que queira destacar?
Foram diversos projetos encaminhados para a Câmara durante meus mandatos como vereador. O restaurante popular foi um projeto da minha campanha de 2008, quando os primeiros restaurantes populares estavam sendo implantados, e Belo Horizonte já tinha alguns. A ampliação do Hospital Municipal, que é pequeno para atender a demanda, é projeto meu. Assim como a implantação de um Centro Materno Infantil, pois em Contagem crianças e adultos dividem o mesmo local de atendimento. Tenho diversos outros projetos. Mas os mais importantes, aqueles que geram custos, não foram aprovados. Como prefeito de Contagem, vou implantá-los.

Por que o senhor quer ser prefeito?
Para fazer uma boa gestão e melhorar a situação das pessoas que vivem na nossa Contagem, cidade onde nasci, vivo com minha família e onde tenho uma pequena empresa. Quero ser prefeito para investir na Saúde, Segurança e Educação, setores que hoje enfrentam problemas gravíssimos. Minha intenção é fazer com que nossa cidade volte a crescer e, para isto, pretendo trazer mais indústrias para a cidade. Quero investir nas pessoas, fazer melhorias na área social e dar condições para que todos tenham acesso aos serviços essenciais oferecidos pela Prefeitura.

O senhor se sente preparado/capacitado para comandar o Executivo municipal?
Sim. Já assumi diversos cargos públicos na Prefeitura, conheço a legislação, conheço bem a cidade e os problemas de cada região. Sei onde o município precisa ser mais bem atendido e que o Serviço Público precisa de uma atenção especial. Tenho convicção que estou em um bom momento da minha vida para assumir a responsabilidade de governar esta grande cidade.

O apoio do ex-governador e ex-prefeito Newton Cardoso é importante nesta caminhada?
Muito. Newton Cardoso foi um grande prefeito que a cidade teve. Governou por três vezes. No seu primeiro mandato, Contagem se transformou de uma cidade praticamente rural, interiorana em uma grande metrópole. Ele deu início a vários bairros, asfaltou a cidade inteira, construiu um grande município. A cidade passava por momentos difíceis nas outras vezes que retornou à Prefeitura, e ele conseguiu colocá-la nos trilhos. Newton Cardoso é uma grande liderança, e muito importante na nossa campanha porque vamos dar continuidade ao trabalho dele. Vamos basear nosso governo naquilo que foi feito de bom para a cidade crescer.

Quais suas principais propostas para a cidade de Contagem?
O primeiro ‘dever de casa’ de Jander Firaletti como prefeito é melhorar a Saúde Pública, que está um caos. Faltam médicos, as cirurgias agendadas já passam de milhares e os médicos estão sem estrutura para trabalhar. Recurso tem, mas ele não é bem gerido. O segundo ‘dever de casa’ é a Segurança Pública, pois Contagem se tornou uma cidade extremamente violenta. Outra proposta é a valorização do funcionalismo público, patrimônio da Prefeitura, que se encontra abandonado e desmotivado. Precisamos também reorganizar a estrutura administrativa, inclusive com relação ao excesso de cargos de confiança. Eleito, o primeiro projeto que encaminharei à Câmara é a Reforma Administrativa. O PMDB tem também um projeto de levar um parque industrial de ‘indústrias limpas’ para Nova Contagem, aumentando a oferta de trabalho na região e promovendo a boa convivência entre moradores e setor produtivo. Retomar o crescimento é primordial para que no futuro Contagem não seja uma cidade com poucos recursos e muitos problemas.

Se eleito, o que o senhor pretende fazer para melhorar a Rede Municipal de Ensino?
Acredito que o problema da Educação é o mesmo da Saúde: má gestão. Pretendemos gerir bem os recursos por aluno matriculado, que são repassados pelo Governo Federal. Vamos reparar os prédios públicos que estão destruídos, averiguar a qualidade da merenda escolar e fazer com que a Funec (Fundação de Ensino de Contagem) cumpra o seu papel de preparar o jovem para o mercado de trabalho.

Qual o modelo de mobilidade urbana que o senhor acredita ser o ideal para Contagem?
A mobilidade urbana de Contagem está arcaica, travada há mais de três décadas. A duplicação dos viadutos Bernardo Monteiro, Beatriz, Hípica, Avenida das Américas e Ceasa é necessária e urgente. Eles são verdadeiros funis, travam o transito tornando-o cada vez mais caótico. Outro projeto do governo passado que já deveria ter sido implantado é o da Avenida do Contorno da cidade, um grande avanço no processo de mobilidade urbana, que aliviará o trânsito no centro da cidade.

Contagem deverá ser contemplada com recursos PAC?
Contagem tem projetos parados e um déficit muito grande em habitação. Os conjuntos habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida já deviam ter sido implantados. Temos que fazer parte desta proposta e trazer estes recursos para Contagem. Um dos maiores projetos de habitação que o país já teve foi feito em Contagem pelo governo do PMDB, que construiu Nova Contagem, Sapucaias, Parque São João, Darci Ribeiro, entre outros. O PMDB tem know-how para continuar com estes projetos habitacionais, respeitando o solo para não ocupá-lo desordenadamente.

Como conciliar desenvolvimento econômico com preservação do meio ambiente em uma cidade com vocação para a indústria?
Indústria e o meio ambiente podem conviver harmoniosamente. As emissões industriais na atmosfera e nos lençóis freáticos podem ser monitoradas. Contagem tem vocação industrial e ela pode ser retomada, respeitando-se a legislação, principalmente no que diz respeito ao meio ambiente. Temos uma fiscalização ambiental eficiente.

O que fazer então para incentivar as indústrias a virem para nossa cidade?
Primeiramente desburocratizar. Para se ter uma ideia, quando uma indústria quer vir pra cá tem que esperar anos para que o Relatório de Impacto Urbano seja aprovado. Ela desiste de esperar e se instala em outra cidade onde a prefeitura é parceira. Contagem tem tudo para ter um grande setor de indústria: um grande parque industrial, localização estratégica com saída para as três principais rodovias do Estado e um rodoanel que vai passar dentro da cidade. Mas infelizmente não é isto que acontece. O Cinco e o Cinquinho, por exemplo, se transformaram em cemitério de indústria. São grandes galpões construídos na década de 1970, cujos terrenos imensos já poderiam ter sido divididos e ocupados por indústrias menores, ativando nosso parque industrial. É fundamental também uma parceria com entidades do setor, como Ciemg e Fiemg.

Se eleito, como será esta relação com a Câmara?
Com certeza, será uma boa relação. Vamos trabalhar em parceria com o Poder Legislativo, pois os vereadores também querem investimentos na cidade. Se fizermos uma bancada de sustentação, vai ser sempre dialogando com a Câmara e com a oposição. Os poderes Legislativo e Executivo têm que estar em harmonia. Vamos conseguir fazer isto com tranquilidade.

Como o PMDB pretende colocar a campanha nas ruas?
Com os recursos pessoais doados pelos filiados e do fundo partidário. Vamos fazer a nossa campanha com os recursos que temos, com muita criatividade e de acordo com o que é permitido legalmente. Vai ser uma campanha de diálogo com o eleitor, no corpo a corpo e em reuniões locais. Teremos mais proximidade com o eleitor e isto é muito bom.

Contagem vai participar do horário gratuito na TV?
Tudo indica que sim. Nosso partido é favorável ao tempo na TV. Queremos mostrar o que o PMDB representou para a cidade no passado, a contribuição que demos. Vamos mostrar também que temos propostas para o futuro e expor nossos projetos.

Para finalizar, deixe um recado para a população de Contagem.
Quero dizer a população de Contagem que reflita sobre a cidade em que quer viver e na hora de escolher o candidato a prefeito e vereador que faça com consciência, pensando no futuro. Vou empenhar toda minha energia e força para administrar bem esta cidade, para que Contagem volte a crescer e ocupar seu lugar entre os municípios mais desenvolvidos de Minas.

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