Apesar de a Copasa já ter instalado um sistema de tratamento de odor na Estação de Tratamento de Esgoto de Contagem, o que já reduziu o mau cheiro na região, moradores dos bairros próximos ainda reclamam do odor gerado na ETE, especialmente à noite e aos domingos. Essa foi a principal conclusão da visita efetuada no último dia, 13, pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O evento foi solicitado pela deputada Marília Campos (PT).

Representante da Copasa, o diretor de operações da Região Metropolitana de Belo Horizonte, Rômulo Perilli, destacou que “a empresa trouxe a tecnologia mais moderna para fazer o tratamento do gás gerado na estação”. Segundo ele, o sistema é composto de pequenas usinas de tratamento, em que é confinada a área onde se gera o gás, o qual é tratado. Ele divulgou que foram gastos na obra em 2015 R$ 4 milhões, somente para tratar o odor, e outros R$ 7 milhões ainda serão utilizados para obras de ampliação da ETE, com previsão de término até o fim de 2017.

Mesmo com a unidade de tratamento do odor, os moradores ainda reclamam que o mau cheiro persiste em certos períodos do dia e da semana, conforme relatou Marília Campos. “Conviver permanentemente com o mau cheiro gera um grande desconforto na população”, avaliou. A ex-prefeita de Contagem relatou ter recebido muitas denúncias de moradores reclamando. Um dos relatos é de Osvaldo Vicente dos Passos, morador há 27 anos de Nova Contagem, onde fica a ETE. Ele disse que à noite escapa o mau cheiro de algum ponto da unidade, mas bem mais fraco que antes do tratamento do gás. “Antes, bem na hora do almoço, vinha aquele odor e você nem conseguia comer”, lembrou.

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Também Alan Cássio, morador do bairro Retiro, a duas ruas da ETE, afirmou que diariamente chega à sua casa um odor à noite e também aos domingos. Por sua vez, Ademar de Oliveira Roque, da Associação dos Moradores do Residencial Bouganville I, também na região, reclamou que a rede de esgotos no bairro, construída pela Copasa, está tendo entupimentos constantes.

Copasa assume que trinca permite vazamento de odor

Quanto ao mau cheiro relatado pelos moradores vizinhos, Rômulo Perilli respondeu que o reator anaeróbico (que faz o tratamento do gás) está com a laje trincada, permitindo o vazamento de um pouco de gás. “Com a implantação do segundo reator, que está em obras, vamos transferir o tratamento para ele e, assim, poderemos consertar as trincas na laje do primeiro”, adiantou.

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