Na contramão do setor brasileiro de carne bovina, que registrou números negativos no último ano, a mineira Plena Alimentos, com sede em Contagem, um dos maiores frigoríficos do país, apresentou crescimento de 25% no faturamento em 2015, em comparação a 2014. Esse resultado segue o caminho inverso da indústria nacional como um todo, já que, segundo a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec), o segmento exportou, no último ano, o equivalente a US$ 5,9 bilhões, índice que representa uma queda de 18% em comparação a 2014, que fechou com o recorde histórico de US$ 7,2 bilhões. Já em relação ao volume embarcado, houve uma redução de 10,8% de um ano para outro, cenário decorrente, principalmente, de problemas conjunturais que afetaram alguns grandes mercados do Brasil, como Rússia, Hong Kong e Venezuela.

No caso da Plena Alimentos, por outro lado, foram justamente as vendas externas que levaram ao saldo positivo da empresa, como revela o diretor comercial da marca, Roberto Antônio de Oliveira. “Com a crise na economia brasileira, o consumo interno de carne bovina caiu, uma vez que as pessoas estão procurando por opções mais baratas, como os cortes de aves e suínos, bem como os industrializados. A solução, então, foi buscar os mercados externos, onde o nosso produto já é bastante competitivo e achou terreno fértil em função da alta do dólar. Com isso, registramos um incremento de 80% nas exportações, que tiveram como principais destinos os continentes asiático e africano”, explica.

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Expansão e lançamentos de novos produtos

Com a reabertura de importantes mercados internacionais em 2015, como a China e os Estados Unidos, a expectativa da Abiec é de que as exportações brasileiras em 2016 cheguem a US$ 7,5 bilhões, superando o recorde histórico de 2014. Nesse cenário, a Plena Alimentos projeta acompanhar esse crescimento e, para isso, está conquistando novos compradores externos.

Estamos expandindo nossa atuação em países como Emirados Árabes, Arábia Saudita, Líbano, Irã e Chile”, pontua Oliveira. No caso da China, um dos maiores compradores da Plena, a empresa atuará de forma mais efetiva. “Ainda esse ano pretendemos abrir um escritório comercial em Xangai, para estreitarmos as relações com o gigante asiático, além de participarmos mais ativamente de feiras voltadas para a área de alimentos lá e em outras nações. Com isso, a expectativa é de que as nossas exportações até o fim de 2016 cresçam 60%, destaca o diretor da Plena.

Internamente, a empresa também mira novos mercados. Até o fim do ano, a marca irá inaugurar uma nova unidade de desossa em Paraíso do Tocantins (TO), o que possibilitará ampliar o atendimento em todo o Nordeste brasileiro de forma mais eficiente. Além disso, a Plena levará em fevereiro para as gôndolas de supermercados novos produtos que incluem as linhas hambúrgueres bovino Chef e Chef Mais, esse último com sabor picanha, e a almôndega bovina.

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