Campanha preventiva

0
568

Ações integradas, envolvendo as secretarias municipais de Saúde, Obras e Serviços Urbanos, Desenvolvimento Urbano, Comunicação e Transparência, entre outras, estão pondo fim aos focos do mosquito responsável pela transmissão da dengue, febre chikungunya e zica vírus.
O gestor de Vigilância em Saúde, Tércio Sales Morais, enfatizou a importância da participação da população no combate à dengue.

Quem faz a diferença no combate ao Aedes aegypti é a população. O ciclo do mosquito é de sete dias, e os Agentes de Combate à Endemias (ACEs) fazem as visitas de dois em dois meses, mas em caráter educativo. Cabe aos próprios munícipes separar de 10 a 15 minutos da semana para eliminar os recipientes que propiciam a proliferação do transmissor.

JC1094-0403

Tércio destacou ainda que os Levantamentos Rápidos do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) – que verifica o número de residências com recipientes com água parada contendo larvas do mosquito – realizado pela Gerência de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde, sempre apontam um número superior a 80% dos focos de infestação dentro das residências.

Fiscalização – Outra frente no combate ao Aedes aegypti são as fiscalizações feitas pelas equipes das secretarias municipais de Desenvolvimento Urbano (SMDU), de Obras e Serviços Urbanos e de Meio Ambiente e Sustentabilidade.

As vistorias são feitas a partir das denúncias e reclamações registradas na Secretaria de Obras. Pela Lei Complementar 188, que normatiza a política e as diretrizes da Limpeza Urbana em Contagem, é proibido o descarte de quaisquer materiais ou resíduos, entulho de obras e restos de apara de jardins, pomares e horta em lotes vagos, vias, logradouros públicos, ou em qualquer terreno privado. Quem for pego fazendo o descarte irregular de lixo pode ser multado em até R$ 7.500.

A lei também prevê que proprietários de lotes – edificados ou não – são responsáveis por fechá-los e mantê-los em perfeito estado de limpeza, evitando que sejam usados como depósitos de resíduos.

Câmara vai fiscalizar

Na terça-feira (02), os vereadores formaram uma comissão especial de parlamentares que ficarão responsáveis, dentre outras coisas, pelo acompanhamento das ações do governo municipal no combate ao mosquito da dengue.
A princípio, a comissão será formada pelos vereadores Ivayr Soalheiro (PDT), Leo Motta (PSL), Zé Antônio do Hospital Santa Helena (PT) e Alex Chiodi (SD). Quem iniciou a discussão sobre o tema e propôs a criação da comissão foi o vereador Ivayr Soalheiro.
Por meio de uma indicação, ele solicitou à Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos que faça, em ação conjunta com a Secretaria Municipal de Educação, a limpeza das escolas municipais e Centros de Educação Infantil (Cemeis).

Combate ao mosquisto da Dengue

JC1094-0903

Integrante do Comitê Gestor Estadual de Políticas de Enfrentamento à Dengue, Chikungunya e Zika Vírus, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) reforça em suas contas de água e esgoto o combate ao mosquito Aedes aegypti.
“Orientações, como tampar bem a caixa d’água e manter as calhas livres de entu- pimento para evitar acúmulo de água, são entregues mensalmente em 5 milhões de imóveis em Minas Gerais por meio da conta de água da Copasa”, explica a presidente da Copasa, Sinara Meireles.

No site institucional e em suas páginas oficiais no Facebook e no Twitter, a Copasa divulga a campanha 10 Minutos Contra a Dengue, lançada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) em parceria com o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

Com apenas dez minutos por semana é possível checar os locais onde o mosquito coloca seus ovos. É um tempo muito pequeno para um ganho tão grande,

ressalta o gestor de relações institucionais da Copasa e membro do Comitê Gestor Estadual de Políticas de Enfrentamento à Dengue, Chikungunya e Zika Vírus, Heuder Pascele.

A Copasa também está realizando mutirões internos em todas as suas unidades. “Eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti, que além da Dengue, transmite Chikungunya e Zika Vírus, é uma responsabilidade de todos”, afirma Pascele.

De acordo com Boletim Epidemiológico da SES, em 2016, Minas Gerais registrou até o dia 26 de janeiro, 20.859 casos prováveis de dengue.
Em relação à Febre Chikungunya, 80 casos foram notificados neste ano: 38 desses já foram descartados e 42 seguem em investigação. Ainda não existem casos autóctones (com transmissão dentro do estado) confirmados da doença em Minas Gerais.
Já em relação ao Zika Vírus, todos os 24 casos notificados em 2016 seguem sob investigação.

SEM COMENTÁRIOS