A chuva não durou nem uma semana de forma mais intensa e os motoristas já sofrem para fugir de buracos que surgem a cada dia nas principais vias da cidade, o que eleva sobremaneira os riscos de acidentes. Além, é claro, de provocar muitos prejuízos.

Para especialistas, a qualidade ruim do asfalto é a causa principal do estrago que pode ser conferido facilmente por quem transita pela Via Expressa, na Avenida João César de Oliveira, Avenida Severino Ballesteros, nos bairros Eldorado e Cidade Industrial, para citar apenas alguns exemplos.

Buracos podem comprometer a suspensão do veículo, gastar os freios mais rapidamente, amassar as rodas e, o mais comum, furar os pneus. Quem gosta disso são os mecânicos e borracheiros. Os remendos que fazem no asfalto não resolvem nada. Além do prejuízo com os pneus, os buracos aumentam o perigo ao volante. Se frear, corre o risco de bater no carro de trás, se desviar, pode atropelar motociclistas ou bater em outros carros. Ainda assim, especialistas em trânsito recomendam: a melhor opção é desviar. Acionar os freios bruscamente pode resultar também em aquaplanagem. Para desviar, no entanto, é preciso tomar cuidados, como manter a distância de segurança e a velocidade baixa.

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Motoristas torcem para mudança de tempo

Sistematicamente, ano após ano, os responsáveis pela conservação das vias públicas reafirmam que “durante o período chuvoso não há como realizar o serviço de tapar buracos”.
Outra medida que se repete a cada período chuvoso é a prioridade dada aos principais corredores de trânsito como as avenidas Francisco Firmo de Matos, Tito Fulgêncio, João Gomes Cardoso, entre outras. Somente depois de resolvido o problema da Operação Tapa Buracos nesses locais, acontece a operação tapa-buracos nas ruas do entorno aos principais corredores.

Previsão – Motoristas, principalmente aqueles que precisam circular muito pela cidade, estão torcendo para que o tempo mude o mais rapidamente possível.

A notícia, vinda dos institutos de previsão do tempo são boas. A previsão é de mais chuva nos próximos dias em Contagem e toda a região metropolitana de Belo Horizonte. Porém, o perfil da chuva vai mudar. Ao invés da precipitação mais fina e constante, prevalecerão os temporais típicos de verão, de fim de tarde, de forte intensidade, mas de curto período.

Mesmo com toda a chuva dos últimos dez dias na região metropolitana de Belo Horizonte, o volume esperado nessa primeira metade do período chuvoso está abaixo da média histórica. A expectativa era de 1.006 mm de outubro até nesta quarta, mas choveu 716 mm, 71% do total. Meteorologistas afirmam que esse tipo de chuva constante é comum no período, a exceção foram os últimos três anos, de seca. Já ambientalistas alertam que os gestores públicos não podem ser pegos de surpresa pela chuva, considerada normal e necessária.

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