As chuvas produzem tragédia, mas também são capazes de gerar cenas inesque- cíveis, principalmente nas usinas hidrelétricas. Quem vê os reservatórios se enchendo aplaudem. Ao mesmo tempo se perguntam quando a geração de energia no país vai se estabilizar para que a bandeira tarifária vermelha deixe de ser necessária e, finalmente, as tarifas de energia elétrica comecem a cair.

Para alguns especialistas, não há justificativa para a manutenção da bandeira vermelha nas tarifas de energia elétrica. Neste mês de janeiro já não era para ter tido.

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A bandeira vermelha existe para pagar a diferença de custo de geração da energia pelas termoelétricas que é maior do que o custo da geração pelas hidrelétricas. Como o preço da energia no mercado de curto prazo está com valor mínimo de R$ 30 o megawatt, já permite parar de gerar energia pelas térmicas. A Aneel afirmou por meio de nota que para decidir sobre a bandeira tarifária de fevereiro “é preciso aguardar as condições meteorológicas em todo país”.

Intermediária – A bandeira vermelha adotada hoje pela Aneel deve ser substituída pela verde, na expectativa dos especialistas do setor, sem passar pela bandeira intermediária, amarela. Há uma ressalva, porém, no sentido de que os custos dos distribuidores também serão considerados na formação da tarifa de 2016. Os custos da usina de Itaipu, por exemplo, já caíram, porém, como o preço dessa energia é em dólar e o dólar subiu, fará pouca diferença para o distribuidor.

O fim da bandeira vermelha pode acarretar uma queda de 8% na tarifa da energia elétrica no país, segundo os cálculos da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica. Outra expectativa do distribuidores, é a diminuição da Conta de Desenvolvimento Energético, um encargo setorial que tem o valor definido anualmente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Isso pode reduzir até 5% os custos da distribuição”, explica Nelson Leite. Com isso, ele acredita que 2016 será “um ano de pelo menos estabilização e mesmo queda de tarifa da energia elétrica”, conclui.

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