Carga tributária

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A elevada carga tributária brasileira, associada à alta taxa de juros e à crise política brasileira são dificultadores para a superação econômica do País e a retomada do desenvolvimento. Esse pensamento foi defendido pelos palestrantes do Ciclo de Debates Retomada do Desenvolvimento Econômico, realizado no Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Eles participaram do primeiro painel do evento, que discutiu a situação da indústria, do comércio, dos municípios e do emprego em Minas Gerais para a retomada do desenvolvimento.

Para o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais e presidente do Conselho de Política Econômica e Industrial, Lincoln Gonçalves Fernandes, a atividade produtiva no País não sobrevive em um ambiente com taxa de juros, carga tributaria e inflação elevadas. Nesse sentido, um importante passo para a manutenção da atividade produtiva é a retomada dos investimentos.

Segundo ele, o Brasil registrou queda de 14% nos investimentos e a tendência para 2016 é de que essa queda seja de 7%. De acordo com o representante da Fiemg, essa é uma tendência observada em vários setores produtivos. No setor industrial, ele apontou que as quedas na produção chegaram a 7,4 % no País e 7,2% em Minas Gerais, o que, em termos de faturamento, representa 14% a menos.

Em termos de arrecadação de ICMS isso é uma corrosão, disse.

Nesse cenário, ele disse ser inacreditável pensar que o Estado esteja aumentando a carga tributária.

A solução não passa pela carga tributaria, se não vamos matar o resto da indústria em Minas. Se não mudarmos a gestão fiscal e o rearranjo tributário e econômico não vamos a lugar nenhum, disse.

Fernandes defendeu uma reforma fiscal do País, considerada recessiva num primeiro momento, mas que pode ser contraposta com medidas de apoio ao crescimento.

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