Teste HIV

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Ainda no primeiro semestre de 2016, as farmácias brasileiras devem começar a vender autotestes para detecção de HIV. Até o momento, testes de HIV eram feitos somente com intermédio de profissionais de saúde em laboratórios, centros de referência e unidades de testagem móvel. O anúncio foi feito nessa terça-feira, 1º de dezembro, pelo Ministério da Saúde quando divulgou os dados mais recentes sobre Aids no Brasil.

A resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que autoriza o registro de produtos para autoteste de HIV foi publicada no Diário Oficial da União. “Espera-se que, até o final do primeiro semestre do ano que vem, qualquer brasileiro possa comprar seu teste de HIV na farmácia, levar para casa e fazer o teste”, disse o médico Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Segundo Mesquita, os testes de farmácia devem alcançar um nicho da população que deixa de se testar por vergonha de ir a um serviço de saúde ou pedir o exame ao seu médico.

Detecção estabilizada – Segundo os dados do novo Boletim Epidemiológico de HIV, divulgados nesta segunda-feira, a taxa de detecção de HIV se manteve estabilizada. Em 2014, foram 19,7 novos casos a cada 100 mil habitantes. Em 2013, a taxa de detecção tinha sido de 20,4 novos casos a cada 100 mil habitantes.”

O Ministério da Saúde estima que existam aproximadamente 781 mil pessoas vivendo com HIV no Brasil, das quais 83% foram diagnosticadas. Estão em tratamento 405 mil pacientes.
A meta do governo é que, até 2020, 90% das pessoas com HIV sejam diagnosticadas. Entre os diagnosticados, o objetivo é que 90% esteja em tratamento, dos quais 90% tenha a carga viral zerada. É a chamada meta “90 – 90 – 90”.

Dia Mundial de Luta contra a AIDS

É consenso entre a classe médica de todas as especialidades da Medicina: quanto antes se inicia o tratamento mais adequado de uma patologia diagnosticada, maiores as chances de se obter um tratamento mais bem-sucedido. No caso do HIV não é diferente e há um agravante: o diagnóstico tardio da doença no Brasil.

Para decidir quando começar o tratamento, o paciente precisa de duas informações combinadas: a contagem dos linfócitos CD4, que são as células mais importantes do sistema imunológico, que protege o organismo contra infecções e doenças e a carga viral, que identifica a quantidade de vírus HIV do paciente.

Os dois exames são considerados por infectologistas instrumentos muito importantes para avaliar o desenvolvimento da doença e nortear o tratamento. As células CD4 são o principal alvo do vírus HIV e seu número diminui com a evolução da patologia. Quanto menos linfócito CD4, maior a vulnerabilidade do sistema imunológico e maior o risco de complicações e infecções. O exame de carga viral mede a quantidade do vírus em uma gota de sangue, portanto, o ideal é um número bem baixo, indetectável. Os resultados de ambos os exames dão a informação necessária sobre o efeito da infecção pelo HIV. Resultados que demonstram estabilidade da infecção são aqueles em que as células CD4 estão em grande número e a carga viral, baixa.

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