Fim de ano, tempo de reflexão

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Mais um ano chega ao fim. É hora de refletirmos sobre o que fizemos, para iniciarmos o ano novo com garra, entusiasmo e motivação. É o momento de buscarmos novas conquistas.
Quando falamos em conquistas, não focamos apenas em dinheiro, fama e sucesso pessoal, mas também na ajuda humanitária, na compreensão, no respeito ao semelhante, na valorização e promoção humana daqueles que mais precisam de cuidado, carinho e atenção.
Assim pensando, lembramos dos pobres, dos doentes, dos idosos, das crianças, dos encarcerados que, de alguma forma, sofrem com o abandono, devido à condição humana em que se encontram. Portanto, realiza um grande feito aqueles que dedicam um tempo para confortar e alegrar estas pessoas, fazendo-as se sentirem amadas e queridas.

Ao fazermos então um balanço das nossas realizações, devemos considerar também o que foi feito, fora da realidade material, em prol do bem comum. É hora de pensarmos o que é possível empreender para que doravante algo nesse sentido faça parte de nossa vida.

Esse modo de agir e de pensar é importante, pois sempre haverá alguém próximo de nós à espera de carinho e atenção. Assim, toda vez que socorrermos alguém em dificuldades, que prestarmos nossa solidariedade, que dermos um passo para ajudar e ouvir um desesperado, emprestando-lhe o nosso ombro amigo, sem dúvida, realizaremos um grande bem.

Cabe, pois, a cada um examinar a si próprio para mensurar o valor do que fez ou deixou de fazer. E quem sentir que não praticou o bem que deveria, deve aproveitar o ano que se inicia, a fim de fazê-lo. Para isso, não é preciso grandes coisas, pequenos gestos podem provocar mudanças acentuadas na vida de quem os espera.

A paciência com o semelhante, a mansidão, o autocontrole diante das situações difíceis, o equilíbrio na tomada de decisões, a força de vontade, a coragem e o desejo de ajudar o próximo são sementes que, sendo regadas da forma correta, produzirão bons frutos. Há muita gente ansiosa por nosso apoio, por nossa disponibilidade e liberalidade. O pouco que fizermos, nesse sentido, representará muito, no momento de avaliarmos nossas realizações.
No confronto entre o ser e o ter, entre a essência e a aparência, o primeiro de cada par deve prevalecer. Os bens materiais, o sucesso, a fama e o prestígio político são importantes, desde que sejam colocados a serviço do bem comum. Do contrário, valerá pouco a pena, pois sufocará o que há de melhor em nós. Ou seja: o sentimento de solidariedade, afeto, carinho e amor.
Um Ano Novo feliz implica a melhoria do nosso modo de ser. Que assim seja, para o nosso próprio bem, pois conforme dizem as sagradas escrituras, cada um colhe segundo o que semeia. Semear o bem, portanto, é o que há de mais importante, a fim de colhermos uma sociedade justa, humana e solidária. Essa será sem dúvida a nossa principal realização.

José Doniseti da Silva – Professor de Língua Portuguesa, Redação e Literatura Brasileira, escritor e poeta. Blog:donisetiprofessor. bolgspot.com

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