Moradores de Nova Contagem e do município vizinho de Esmeraldas apresentaram suas reivindicações relativas ao transporte público em reunião conjunta das Comissões de Participação Popular e de Transporte, Comunicação e Obras Públicas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. As principais queixas apresentadas foram relativas a bairros que não contam com sequer uma linha de ônibus, como o Renascer e a Vila Esperança, e também contra a retirada dos cobradores dos veículos.

A audiência pública aconteceu na E. M. Professora Ana Guedes Vieira, no bairro Nova Contagem, atendendo requerimento da deputada Marília Campos (PT). No início da reunião, a deputada lembrou que a região é atendida pelas linhas administradas pela Transcon, órgão do município de Contagem, mas principalmente pelas linhas metropolitanas, que estão a cargo da Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas, do Governo do Estado.

Os problemas são conhecidos: viagem longa, de duas horas; passagens caras, poucos ônibus, superlotação, afirmou Marília Campos.

Entre as queixas dos moradores de Nova Contagem, a acusação de que o trajeto de uma das linhas teria sido alterado em poucos metros, para ultrapassar a divisa com Esmeraldas e por isso ter o preço da passagem mais cara, relativa ao transporte intermunicipal.

O serviço de má qualidade também foi ressaltado por vários participantes da reunião. A ausência dos cobradores, associadas à necessidade de os motoristas cumprirem horário, provoca riscos e retenção do tráfego, uma vez que os condutores são forçados a cobrar passagem com o veículo em movimento, mesmo existindo proibição formal desse procedimento. Também foi citada a má conservação de muitos veículos, além de exemplos de linhas que percorrem apenas trechos muito curtos de alguns bairros, como o Estaleiro, não atendendo adequadamente a população. Também houve queixas de não cumprimento de horários e espera excessiva.

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Análise – O presidente da Transcon, Agostinho Silveira, também defendeu a ação conjunta de Estado e municípios no transporte da RMBH e se comprometeu a analisar as reivindicações apresentadas pelos moradores. As sugestões populares, segundo ele, serão úteis principalmente na revisão dos contratos para a próxima licitação a ser realizada pelo município, em 2016.
Ao final da reunião, foi eleita uma comissão de moradores para acompanhar o andamento das queixas e reivindicações apresentadas à Setop e à Transcon.

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