Os municípios de Contagem, Betim, Sete Lagoas, Ribeirão das Neves e Santa Luzia, que respondem juntos por 21% dos roubos consumados e tentados de Minas Gerais, têm o transeunte como vítima em pelo menos metade dos casos. Esse padrão se assemelha ao de Belo Horizonte, que contribui com 36% dos registros dessas naturezas de crimes do Estado. Na capital, os roubos a transeuntes são 54% do total, sendo que em algumas Zonas Quentes de Criminalidade (ZQC) essa participação supera a casa dos 70%.

Nada menos do que 11% dos roubos consumados e tentados em Minas Gerais nos 17 meses pesquisados ocorreram em Contagem, que detém apenas 2,9% da população do Estado. Oito ZQCs do município concentraram 27% dos registros, embora representem cerca de 5% da superfície de Contagem. Isoladamente, a ZQC João César de Oliveira, dominada pela avenida homônima, na Região do Eldorado, concentrou 12,5% das ocorrências de roubos consumados e tentados da cidade. Trata-se de uma área de quatro quilômetros quadrados, correspondentes a 2% do território do município.

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Cidade tem outras Zonas Quentes de Criminalidade

Além da João César, as ZQC’s que tiveram, cada uma, participação de mais de 2% no total de registros de roubos consumados e tentados em Contagem foram a Alvarenga Peixoto (4,89%), Tito Fulgêncio (2,68%) e Água Branca (2,31%).

Considerando a ZQC João César de Oliveira, única enquadrada na categoria de alta concentração de roubos, com índice de 1,8 registros por metro quadrado no período estudado, o roubo a pessoa teve a mais alta incidên- cia, de 71%, tendo como principais alvos transeuntes (51%), motoristas ou passageiros de ônibus ou táxi (10%), cliente ou funcionário de estabelecimento (9%).

A segunda categoria foi a de roubo a estabelecimentos comerciais ou de serviços (13,5%), com destaque para as padarias e confeitarias (3,6%). Os roubos a veículos vieram a seguir, sendo o alvo de 12,3% dos roubos em Contagem.
Também tendo como referência a ZQC João César, o principal meio empregado na execução dos roubos foi a arma de fogo, com participação de 55,5%, seguido de outros meios não especificados (17%) e da ameaça (13%).

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