Escolha responsável

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No próximo dia 4 de outubro, acontece na cidade a eleição dos novos conselheiros tutelares. A votação se dará em 57 escolas municipais da cidade, no horário das 8h às 16h. Qualquer cidadão pode votar desde que esteja portando o documento de Identidade e o Título de Eleitor.

O processo de eleição para a escolha dos novos conselheiros tutelares recebeu um número recorde de inscritos desde a sua criação. Para disputar as vagas existentes, 257 candidatos se inscreveram e, após as etapas iniciais do processo seletivo, 139 candidatos, mais do que o dobro da última eleição, estão aptos a concorrerem às 30 vagas disponíveis.

Em conversa nos corredores da Câmara Municipal, tinha pessoas garantindo que tamanho interesse era só por causa da nova remuneração dos conselheiros e que a maioria dos candidatos não tem nem ideia do que terá que fazer se forem aprovados, já que alguns inscritos sequer conseguiram vencer a fase do psicotécnico.

Para entender melhor essa conversa, vale ressaltar que duas inovações foram adotadas pelo município para garantir que a proteção à criança em situação de risco alcance a eficiência plena. A primeira foi um aumento significativo no salário dos conselheiros tutelares que, além da elevação dos vencimentos para R$ 2,6 mil, receberão mensalmente ajuda financeira para capacitação e atualização permanente no valor de R$ 690, somados a R$ 210 para alimentação, totalizando cerca de R$ 3,5 mil mensais.

A segunda medita adotada foi a exigência do curso superior, que tem recebido do Ministério Público o reconhecimento e que vê no requisito um importante avanço para qualificar e executar as políticas públicas relacionadas a proteção à infância, além de uma melhor observação ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

Mais uma vez a tarefa de conferir à comunidade contagense pessoas capazes de executar as tarefas de proteção às crianças e adolescentes, de zelar pela integridade das famílias, enfim, de eleger pessoas comprometidas com o outro e não apenas consigo mesmo, ficou por conta do cidadão. Como não há obrigatoriedade de voto, essa responsabilidade cai nas mãos de poucos que se dispõem a ir às urnas e votar. Assim, cresce a responsabilidade da escolha. É preciso ter muita consciência do peso de cada voto para que os futuros conselheiros tutelares não sejam apenas caroneiros no trem da alegria do serviço publico.

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