Fragilidade do Planalto preocupa

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Silêncio. Assim tem reagido a presidente Dilma Rousseff diante da decisão do Tribunal Superior Eleitoral de reabrir o julgamento que pode culminar na cassação do mandato dela e trata da decisão sobre a prisão dos envolvidos em ações ilegais na campanha. Houve quem interpretasse a iniciativa como um golpe para os réus.
A presidente mantem a mesma postura de quando o tema estava em discussão no Supremo: não trata deste assunto e nem autoriza nenhum de seus assessores e ministros a falarem sobre ele. Ela quer se manter à distância e manter também seu governo à distância dessa discussão, que justifica ser competência apenas do Judiciário.
A reação de ministros do Supremo Tribunal Federal, no entanto, foi de perplexidade diante da abertura da ação de cassação de mandato contra Dilma Rousseff. Eles avaliam que a fragilidade política de Dilma é “sem precedentes”. A maioria pró-investigação, apesar de a ministra Luciana Lóssio ter pedido vista – leva de novo a crise política para as portas do Palácio do Planalto.

CPI – A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga a corrupção na Petrobras deciciu convocar o ex-ministro José Dirceu. Ele foi acusado pelo empresário Milton Pascowitch de receber propina de empresas contratadas pela Petrobras. Segundo a acusação, o dinheiro era proveniente de contratos firmados pelas empresas Hope e Apolo com a Petrobras. A propina seria intermediada inicialmente por Júlio Camargo, que representava várias empresas junto à Petrobras, e depois por Pascowitch, que acusou Dirceu de receber 1,5% do valor dos contratos da Hope com a Petrobras.

Pascowitch disse ainda que outra empresa, a Personal, que fornece mão-de-obra terceirizada para limpeza da Petrobras, pagava mensalmente entre R$ 500 mil e R$ 800 mil ao grupo de Dirceu.

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